Abia: animado, setor de alimentos espera aumentar vendas em até 4% em 2019

Foto: Agência Brasil

Em 2019, o setor brasileiro de alimentos estima crescimento de 2,5% a 3% de sua produção física (volume), de 3% a 4% das vendas reais e de cerca de US$ 40 bilhões nas exportações. Como consequência, o número de empregos (diretos e formais) pode crescer entre 2% e 3%, segundo os dados apresentados nesta quarta-feira pela Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia).
“Com a previsão de implementação das reformas previdenciária e tributária, que resultem em maior estímulo ao empreendedorismo e à produtividade, a expectativa é de recuperação em todos os setores da economia”, diz a entidade.
O faturamento do setor cresceu 2% em 2018, chegando a R$ 656 bilhões, número que soma as exportações e as vendas para o mercado interno. O setor gerou no ano passado 13 mil postos de trabalho. Segundo a Abia, os investimentos totais em ativos e fusões e aquisições foram de R$ 21,4 bilhões, ou 13,4% a mais que os R$ 18,9 bilhões registrados em 2017, segundo informa a Agência Brasil.
“O setor de alimentos é o maior empregador dentro da indústria brasileira. Qualquer crescimento na indústria de alimentos é bastante significativo, e a qualidade do emprego gerado é muito importante. No ano passado, houve aumento de 0,21% dos salários dentro da indústria da alimentação”, disse o presidente executivo da associação, João Dornellas.
Os setores que mais se destacaram em vendas reais foram óleos e gorduras (12%), conservas de vegetais, frutas e sucos (11,2%), desidratados e supergelados (5,3%), bebidas (4,3%) e proteína animal (4,1%). Em faturamento, o destaque foi para óleos e gorduras (13,5%), conservas de vegetais, frutas e sucos (12,8%), bebidas (5,8%), proteína animal (5,6%) e desidratados e supergelados (6,8%).
De acordo com o balanço da entidade, em 2018, as exportações caíram 9,8%, fechando com US$ 35,1 bilhões de alimentos industrializados. No ano anterior, o número havia sido de US$ 38,9 bilhões.
O setor exportou para 180 países, o que representou 19,3% do volume total de vendas. A China, maior importador de alimentos do Brasil, comprou no ano passado 37,6% a mais do que em 2017. As vendas para a Holanda aumentaram 4% e, para os Estados Unidos, 3%.

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