Conheça o trabalho da ABES para coibir a pirataria na indústria de softwares

Em 2018, mais de 86 mil conteúdos digitais que infringem o direito autoral de softwares foram tirados do ar no país – e tudo a partir do trabalho da Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES). Segundo a entidade, o prejuízo do país com softwares piratas chega a US$ 1,7 bilhão.
A partir de um monitoramento contínuo da internet, a ABES notifica diretamente os portais de e-commerce e os provedores de acesso quando identifica um conteúdo que viole a propriedade intelectual de seus associados. Fundada em 1986, a entidade apresenta cerca de 2 mil empresas associadas ou conveniadas.
Segundo a associação, o trabalho de monitoramento e denúncia de softwares piratas visa a proteger os consumidores, que podem estar expostos a vírus, malwares e sequestro de dados. A iniciativa também protege o consumidor que pode estar infringindo as leis brasileiras de propriedade intelectual sem saber, afirma a ABES.
Ao longo do ano passado, o programa de monitoramento da internet permitiu a derrubada de 40.944 links, 43.288 anúncios e 77 websites que violavam o direito autoral e a propriedade intelectual dos associados da entidade. Os mais de 86 mil conteúdos tirados do ar representaram uma retração de 8,7% em relação aos resultados de 2017, quando foram removidos 87.716 anúncios, links e sites com conteúdos ilegais, mas não deixa de ser um desempenho expressivo. Em 2016, foram feitas 76.273 remoções.
“Apesar de a evolução tecnológica ter ajudado a diminuir a pirataria de software a partir da oferta dos programas de computador na nuvem, os números do mercado brasileiro ainda são preocupantes”, diz, em comunicado, Francisco Camargo, presidente da ABES.
Os números são, de fato, preocupantes, como atesta o dirigente. Segundo a Business Software Alliance (BSA), organização que representa várias das maiores empresas de software do mundo, 46% de todos os softwares comercializados no Brasil são piratas.

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