ABDL: livro de porta em porta ainda vende milhões – e tem associação própria

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Engana-se quem pensa que as vendas de livros de porta em porta caíram em desuso. Na verdade, esse é o terceiro maior canal de vendas do mercado editorial brasileiro – e os profissionais e empresas do segmento têm sua própria entidade de classe, que segue ativa há mais de 30 anos.
Nesta quinta-feira (14/3), a Associação Brasileira da Difusão do Livro (ABDL) vai eleger sua nova diretoria, que terá mandato de dois anos. Intitulada “Livros, meu ofício”, a chapa única inscrita na eleição é encabeçada por Marcio Teixeira Tupinambá. Ele já integra a atual diretoria, e, se nenhuma mudança houver até lá, deve ser eleito para substituir Leandro Ricardo de Carvalho, o atual presidente.
Fundada em 1987 e sediada em São Paulo, a ABDL reúne editores, distribuidores, creditistas e vendedores do segmento porta a porta. Segundo a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), as vendas de livros por esse canal somaram R$ 209,1 milhões em 2017, ano com as estatísticas mais recentes. Esse montante representou 5,29% do total das vendas do mercado editorial brasileiro, que somaram R$ 3,9 bilhões. Apenas as livrarias, com 59,47% do total, e os distribuidores, com 21,6%, tiveram mais peso para a indústria.
“A expectativa da diretoria para o novo período é a melhor possível. Serão mantidas e ampliadas as ações da ABDL, envolvendo cada vez mais os associados, buscando assim novos caminhos para o desenvolvimento do setor”, disse Tupinambá, em comunicado, segundo registro do site Publishnews. “Entendemos que estamos começando um novo momento em função da retomada do crescimento econômico nacional.”
Caso a eleição de confirme, o futuro presidente terá a seu lado nomes que também já integram a atual diretoria. A lista inclui, entre outros, Diego Drumond e Donaldo Buchweitz.

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