Por que sua associação tem que dar mais peso ao email na comunicação digital

As redes sociais hoje dominam as interações entre pessoas, marcas e instituições no mundo digital, mas talvez esteja na hora de a sua entidade de classe voltar a colocar no centro do trabalho de relacionamento com associados e parceiros um veterano da comunicação via internet: o email. Sob o amplo domínio de canais como Facebook, Instagram, WhatsApp, Twitter e Youtube, – e também de uma crescente insatisfação com eles -, o email tem se reafirmado como forma de combater os algoritmos que tentam decidir o que as pessoas veem ou deixam de ver.
Por meio de newsletters dirigidas e bem elaboradas, o email permite que autores se conectem intimamente com os leitores, que as marcas se dirijam aos seus clientes mais leais, que startups jovens criem exércitos de influenciadores e que entidades de classe mantenham um canal ativo de comunicação com seus associados. Além do mais, caso o assinante não esteja mais interessado em receber o conteúdo da newsletter, o acesso ao botão de cancelamento é fácil – e essa facilidade acaba sendo vantajosa para todos.
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Segundo relatou o jornal The Wall Street Journal, há sete anos, a Hiut Denim, uma fábrica de jeans com sede no País de Gales, estava à beira do colapso. O cofundador David Hieatt — que havia vendido outra companhia têxtil ao grupo Timberland em 2006 — teve a ideia de criar um boletim bem produzido para distribuição por email, com conteúdo que interessasse às pessoas quer elas comprassem as roupas da companhia, quer não.
Hoje, os emails da empresa incluem coleções bem selecionadas de artigos, vídeos, anúncios de produtos e citações de que o pessoal da Hiut gosta e seleciona a cada semana. “Se alguém me perguntasse se prefiro uma lista de email que atinge mil pessoas pessoas ou 100 mil seguidores no Twitter, eu sempre escolheria a lista de email”, disse Hieatt ao jornal. “Você consegue fechar muito mais negócios com os mil emails do que com os 100 mil seguidores no Twitter ou Instagram.”
Diferentemente do Facebook, os assinantes das newsletters recebem tudo que assinaram para receber, em ordem cronológica clara, na mesma caixa de mensagem em que chegam mensagens de amigos e parentes. Para grandes e pequenos anunciantes, os algoritmos que acionam as redes sociais representam um custo de negócios cada vez mais alto, em plataformas controladas pelo duopólio Google-Facebook.
Enquanto o Facebook, especialmente, incomoda os anunciantes com mudanças constantes nas regras sobre como chegar aos consumidores, no caso do email, a empresa é dona de suas listas. De acordo com a Data & Marketing Association, o email continua a apresentar o maior retorno nos investimentos em marketing, .
Não se trata exatamente de uma retomada do email, já que ele nunca deixou de crescer tanto em escala quanto em importância, de acordo com Sara Radicatti, presidente da empresa de pesquisa Radicatti Group. Segundo estimativas da companhia, o email tem mantido crescimento constante de 4% em número de mensagens por ano. Em 2018, o mundo atingiu o recorde de 281 milhões de emails por dia, ainda de acordo com a estimativa da empresa.
Diante dessas evidências, é hora de sua associação dar mais atenção ao email na política de comunicação digital. Ele estimula os desenvolvedores de conteúdo para email a criar experiências autênticas e de alta qualidade – em lugar do engajamento frequentemente superficial das redes sociais – e a estabelecer conexões mais profundas do que aquelas de canais dominados pela publicidade, como o Facebook. Em outras palavras, o email pode ser menos volumoso que os números de seguidores exibidos nas redes sociais, mas, além de mais assertivo, ele acaba sendo também mais barato.

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