Associação Brasileira de Resorts trabalha para tentar legalizar cassinos no país

Leia também

A Associação Brasileira de Resorts (Resorts Brasil) tem sido uma das entidades da indústria do turismo mais atuantes na defesa da legalização dos cassinos no país. Na última quarta-feira, em encontro no Congresso Nacional do qual participaram também a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH Nacional), a Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA) e o Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB), coube à Resorts Brasil apresentar a pauta à Frente Parlamentar Mista em Defesa do Turismo (Frentur).
“Entendemos que os cassinos são importantes para a geração de emprego e impostos. Pedimos  ao parlamento que considere os resorts existentes como espaço ideal para instalação dos cassinos”, disse Alberto Cestrone, presidente da Resorts Brasil.
O encontro foi o primeiro realizado entre as quatro entidades e a Frentur, mas a Associação Brasileira de Resorts tem atuado em defesa dos cassinos já antes disso. Esse trabalho inclui, por exemplo, a participação nas discussões e audiências públicas realizadas ao longo dos últimos anos em Brasília para a definição do marco regulatório do segmento. A Câmara dos Deputados criou em 2015 uma comissão especial para definir o marco regulatório dos jogos.
No início deste ano, o deputado Paulo Azi (DEM/BA) apresentou um projeto de lei que trata justamente do funcionamento de cassinos em resorts. Segundo o projeto, a abertura dos estabelecimentos vai ocorrer de acordo com a população de cada unidade da federação: estados com até 15 milhões de habitantes poderiam ter um cassino, os com população entre 15 e 25 milhões de habitantes poderiam ter dois e os com população acima disso, três. Com isso, o Brasil poderia ter até 32 cassinos em operação: três em São Paulo, dois na Bahia, Rio de Janeiro e Minas Gerais e um nos outros estados.
No entanto, a Resorts Brasil se opõe à ampla liberação dos jogos, iniciativa que incluiria bingos, jogo do bicho e máquinas caça-níquel. Essa pauta mais abrangente é defendida pelo Instituto Jogo Legal, presidido por Magno Sousa. Para o IJL, liberar apenas os cassinos em resorts não resolveria o problema do jogo clandestino no país. A entidade calcula que, por ano, o jogo do bicho movimente R$ 12 bilhões e os caça-níqueis, R$ 3,6 bilhões.

- Publicidade -

Outras notícias

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

- Publicidade -

Mais recentes