Consumidor prefere serviços alinhados com suas causas, diz estudo da Accenture

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Uma pesquisa da Accenture mostra que os consumidores preferem produtos e serviços alinhados com seus valores – e, como prestadoras de serviços, as associações e entidades de classe têm que ficar atentas à mensagem trazida por esse estudo. O levantamento, que tentou entender as expectativas em relação às marcas e empresas, mostrou que temas como ética e autenticidade ganham peso e ajudam a criar conexões mais profundas com o público final.
De acordo com a Accenture, 83% dos consumidores brasileiros preferem adquirir produtos e serviços de empresas que se posicionam em relação a causas alinhadas com seus valores e crenças pessoais. E mais: esses consumidores dispensam as que preferem se manter neutras.
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“O propósito vai muito além de as empresas simplesmente se posicionarem em relação ao assunto do dia. Ter um propósito é ter um compromisso genuíno e significativo em relação a princípios com os quais os consumidores se importam – como saúde e bem-estar, uso de ingredientes naturais, sustentabilidade ambiental e família – e que sustentam cada decisão de negócios”, diz, em comunicado, Mauro Rubin, líder de Accenture Strategy para a indústria de produtos. “Nos últimos anos, muitas empresas deixaram de se posicionar por complacência, letargia ou receio de polarização, permitindo o crescimento de competidores de menor porte.”
A 14ª edição da pesquisa anual “Global Consumer Pulse – From Me to We: The Rise of the Purpose-led Brand” entrevistou cerca de 30 mil consumidores do mundo todo, incluindo 1.564 brasileiros. Uma de suas conclusões é que as companhias que se posicionam em relação a causas que vão além de seus produtos, que informam seus propósitos e demonstram comprometimento têm mais chances de atrair consumidores e influenciar decisões de compra. No fim das contas, isso aumenta sua competitividade.
Em outro dado levantado nas entrevistas, 79% dos consumidores brasileiros disseram querer que as empresas se posicionem em relação a assuntos importantes, envolvendo áreas como sociedade, cultura, meio ambiente e política. Além disso, 76% afirmam que suas decisões de compras são influenciadas pelos discursos, valores e ações dos líderes das empresas. Além disso, 77% dos consumidores brasileiros afirmam que suas decisões de compra são impulsionadas por valores éticos e autenticidade das empresas.
“Estamos na era da transparência radical, em que os consumidores emitem suas opiniões, valores e crenças e analisam atentamente cada ação e exigem responsabilidade das empresas e de seus líderes”, diz Rubin. “Eles não toleram falta de autenticidade.”
Transparência, autenticidade, ética, engajamento: as entidades de classe têm que estar atentas a essas mensagens.

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