O que sua entidade de classe precisa fazer para associar jovens profissionais

Até o próximo ano, os millennials (nascidos entre 1980 e 2000) e a geração Z (nascidos depois de 2000) representarão mais da metade da força de trabalho global. Essa nova configuração exige que as entidades de classe se preparem para atrair e reter esses profissionais em seus quadros de associados.
A boa notícia é que muitas pessoas dessas duas gerações dizem ver valor em fazer parte de associações do gênero, mesmo em um quadro de aperto financeiro. O que falta para muitas entidades é compreender qual a melhor abordagem com profissionais mais jovens.
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“Apesar do acesso a muitos recursos digitais que as associações podem considerar concorrentes – coisas como YouTube, LinkedIn, Facebook ou outras redes online -, os jovens ainda valorizam fazer parte de uma associação”, disse ao site Associations Now Amanda Myers, diretora de crescimento de produto da Personify, consultoria americana especializada em associativismo. Em uma pesquisa realizada pela empresa, 87% dos jovens disseram que era importante fazer parte de uma associação, e pouco mais da metade [51%] disse que estava se tornando mais importante do que nunca.
Abaixo, quatro elementos-chave para atrair e reter jovens profissionais no quadro de associados da entidade, de acordo com a especialista.
1. Recrutamento “olho no olho”
Ainda que os jovens profissionais estejam totalmente imersos nas redes sociais e nas plataformas digitais, muitos millennials e integrantes da geração Z disseram à Personify que o boca-a-boca motivou sua decisão de ingressar em uma organização. Quase metade (49%) disse que a decisão resultou de uma conversa que ocorreu em um evento. Para 42% dos entrevistados, uma interação pessoal com um membro levou-os a se inscrever. “Isso nos mostra que conexões autênticas são importantes e podem ser muito mais produtivas ​​do que outras táticas de recrutamento”, diz Amanda. Ela sugere que os membros jovens sirvam como recrutadores voluntários ou embaixadores e criem incentivos especiais de encaminhamento que impulsionem o recrutamento “olho no olho”.
2. Engajamento no Instagram
A pesquisa descobriu que o Instagram ainda é uma ferramenta muitas vezes subutilizada, mas poderosa, para recrutar e envolver os associados em potencial. Quarenta e seis por cento dos jovens membros disseram usar essa rede social para acompanhar as associações, e 76% disseram que essa é uma maneira eficaz de manter contato. Os entrevistados deram mais peso ao Instagram do que ao Snapchat, LinkedIn ou Twitter.
3. Contato pós-eventos
Embora a grande maioria dos membros jovens (81%) tenha participado de um evento de associação nos últimos 24 meses, quase um terço disse que não recebeu nenhum tipo de contato pós-evento para falar sobre a experiência. Isso é um grande erro, diz Amanda Myers. “Há um grande número de jovens membros participando de eventos de associações, especialmente workshops, treinamentos, networking ou eventos de serviço comunitário”, diz ela. “Mas as associações estão perdendo uma grande oportunidade – e isso é algo muito fácil de resolver.” Uma iniciativa bastante simples, como uma rápida mensagem de agradecimento pela participação no evento, já faz uma grande diferença no engajamento desses profissionais.
4. Atenção ao preço
Apenas 40% dos jovens relataram que o investimento para aderir à associação valeu a pena. Além disso, um quinto disse que sua associação expirou no ano passado. Estas são estatísticas preocupantes, mas é preciso ter em mente que muitos millennials e geração Z muitas vezes estão às voltas com as despesas com a faculdade. A especialista sugere reavaliar a estratégia de preços da sua associação para garantir que ela corresponda ao valor percebido pelos membros.

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