Conheça a associação por trás da Libra, a criptomoeda anunciada pelo Facebook

Foto: Dado Ruvic/Reuters

Na última terça-feira, o Facebook anunciou sua mais nova investida: a criação da libra, uma criptomoeda que, segundo a previsão, deverá estar disponível em 2020. E a rede social não está sozinha na empreitada: outros 27 parceiros participarão do ambicioso plano, que tentará construir uma criptomoeda semelhante ao bitcoin, com valor estável e lastro em moedas tradicionais.
E há uma associação por trás da iniciativa. Trata-se da Associação Libra, da qual fazem parte gigantes como Spotify, Stripe, Uber e a firma de capital de risco Andreessen Horowitz. A entidade, que terá sede na Suíça, conta com os principais nomes do mundo empresarial de diferentes segmentos, incluindo telecomunicações, meios de pagamentos, capital de risco, blockchain e organizações sem fins lucrativos.
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“Os membros fundadores da associação executam um dos nós validadores que formam a rede que opera o Libra Blockchain”, afirma o site da libra. “Uma das diretrizes da associação será trabalhar com a comunidade para pesquisar e implementar a transição para uma rede sem permissão ao longo do tempo.”
A organização tem o apoio de atores que já tiveram sucesso com a estrutura econômica anterior – Visa, Mastercard e PayPal também integram a associação. Muitos esforços para a criação de criptomoedas, a propósito, foram tentativas de substituir produtos criados por essas empresas.
“Acreditamos que colaborar e inovar com o setor financeiro, incluindo reguladores e especialistas em diversos setores, é a única maneira de garantir que uma estrutura sustentável, segura e confiável sustente esse novo sistema”, disse a Associação Libra, em um comunicado. “E essa abordagem pode permitir um salto gigantesco em direção a um sistema financeiro global mais acessível e de menor custo”.
Entrar no universo da libra não será barato e, por definição, tornar-se membro fundador será exclusivo. De acordo com o blog The Block Crypto, espera-se que os membros da Associação Libra estejam em posição de investir pelo menos US $ 10 milhões em Fichas de Investimento Libra, a menos que o participante seja uma organização sem fins lucrativos. Além disso, cada organização, incluindo ONGs, terá que cobrir os custos de execução de um “nó validador” – estimado em cerca de US$ 280 mil.
A maioria das organizações participantes precisará ter um tamanho determinado – com critérios que incluam um valor de mercado de US$ 1 bilhão ou mais, um alcance de 20 milhões ou mais de pessoas por ano e uma classificação como uma das maiores 100 empresas de acordo com uma consultoria terceirizada. A Associação fará exceções a esses requisitos para empresas de criptografia e parceiros de impacto social e instituições acadêmicas – com regras diferentes para os dois últimos tipos.
O projeto destina-se a limitar a influência de qualquer organização – sem que nenhum membro receba mais de 1% dos direitos de voto na associação.

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