ABI encerra impasse e elege Paulo Jerônimo de Sousa para a presidência

O impasse que marcou a eleição da nova diretoria da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) enfim teve um desfecho. Nesta quinta-feira, a chapa encabeçada pelo jornalista Paulo Jerônimo de Sousa, o Pagê, venceu a disputa. O grupo vai comandar a entidade até 2022.
Até o dia 13 de maio, Pagê, de 81 anos, foi vice-presidente na diretoria liderada por Domingos Meirelles, que comandava a ABI desde 2013. Nesta quinta, a chapa do agora novo presidente derrotou a de Meirelles por 221 votos a 79. Ao todo, 390 sócios participaram da votação, o maior quórum dos últimos anos, segundo registra o Portal Imprensa. Washington Machado, que também disputava a presidência, recebeu 68 votos.
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O grupo comandada por Pagê, que tem como vice-presidente Cid Benjamin, promete resgatar o papel que a ABI sempre na sociedade brasileira. “O objetivo da chapa vencedora é resgatar o protagonismo da ABI, que nos últimos anos se viu desprestigiada como nunca havia acontecido nos seus 111 anos de existência.”
Em entrevista ao Portal Imprensa, em abril deste ano, Pagê havia comentado sobre a necessidade de retomada desse protagonismo pela associação. “Ocorre que as ameaças à democracia e à liberdade de imprensa retomaram com o mesmo ímpeto da época da ditadura militar. Há um consenso entre nós de que devemos recuperar a ABI como a trincheira da luta pela democracia.”
Pagê anuncia a meta de trabalhar em em conjunto com entidades tradicionais do segmento, como a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), os diversos sindicatos da categoria, a Associação Nacional de Jornais (ANJ), a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), Artigo 19 e o Instituto Vladimir Herzog. “Buscaremos essas parcerias para criar uma verdadeira trincheira em defesa da democracia e da liberdade de imprensa”, reforça o novo presidente da ABI.
A eleição na ABI foi marcada por disputas judiciais que surgiram antes mesmo do início do processo eleitoral, em fevereiro deste ano, para que a oposição obtivesse a relação de sócios da entidade. Inicialmente marcada para 26 de abril, a eleição ocorreu apenas em 16 de maio, mas até hoje os 256 votos depositados naquele dia estão acautelados judicialmente.

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