Nada tira mais o sono dos CEOs hoje do que a segurança digital, afirma estudo

No momento, mais do que qualquer questão política, o que mais tira o sono dos líderes corporativos no mundo é o risco de um ataque cibernético. Essa é uma das principais descobertas da pesquisa CEO Imperative Study, realizada Ernst & Young Global Limited.
Para o levantamento, a consultoria perguntou a executivos-chefe de grandes multinacionais quais suas maiores preocupações para a próxima década. Entre os fatores de fora da companhia, os problemas de segurança digital, a perda de empregos por causa da mudança tecnológica e a desigualdade de renda são os maiores desafios enfrentados pelas organizações globais, de acordo com o relatório.
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“O crescimento corporativo no futuro depende da confiança, seja entre corporações e clientes, pessoas e tecnologia ou administração e funcionários. O risco crescente de ataques cibernéticos e a incapacidade de encontrar o equilíbrio certo entre o digital e o humano no local de trabalho prejudicam a confiança em todas essas dimensões”, escreveu no relatório Gil Forer, sócio líder em disrupção digital e de negócios da EY Global Markets.
Mas há muitos desafios internos também – e eles começam no topo. Por um lado, o chamado C-level, que reúne os executivos mais graduados, pode estar mal preparado para necessidades futuras: apenas 34% dos entrevistados disseram que esse quesito está bem coberto em suas empresas. No lado positivo, os executivos de alto escalão parecem perceber isso, adicionando novas posições como diretor digital e diretor de estratégia. Cerca de 72% dos CEOs e 82% dos presidentes de conselhos de administração esperam fazer mudanças futuras para melhor se adaptarem a questões como transformação digital e inovação.
Uma coisa que não está desgastando os nervos de muitos líderes? O potencial para mostrar um pouco de estofo político quando necessário. A pesquisa observou que cerca de dois terços das empresas estavam se tornando mais dispostas a falar sobre questões sociais – algo que o relatório sugere que pode ser o resultado de uma maior abertura para questões de liderança difíceis.
“Historicamente, a maioria dos CEOs de empresas optou por não se comprometer com os desafios globais, particularmente aqueles que são fontes de atrito político”, diz o relatório. “Agora, chegamos a um ponto de inflexão quando os CEOs de empresas globais, seus diretores e investidores institucionais se alinham à necessidade de ação corporativa e, mais importante, à liderança do CEO nessas questões.”
O relatório observou que mais de 40% dos conselhos, investidores e líderes consideraram importante vincular as abordagens de governança interna e as medidas de desempenho à solução de desafios globais.
O presidente e CEO da EY Global, Carmine Di Sibio, argumentou que havia um lugar para levar a liderança organizacional a questões mais amplas. “CEOs, conselhos e investidores reconhecem que têm um papel a desempenhar – junto com o setor público – no enfrentamento dos desafios sociais que dizem respeito a seus valores e à busca de um crescimento sustentável e inclusivo”, disse ele, em comunicado.

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