Como uma associação americana vai ajudar ex-detentos a encontrar trabalho

Com um novo programa, recentemente anunciado pela Fundação Educacional da Associação Nacional de Restaurantes (NRAEF, na sigla em inglês), dos Estados Unidos, pode servir como inspiração para entidades do gênero também no Brasil. A NRAEF vai, ao mesmo tempo, combater a falta de mão de obra qualificada no setor e ajudar a criar oportunidades de trabalho para jovens com passagem pelo sistema prisional.
A entidade recebeu recentemente uma doação de US$ 4,5 milhões do Departamento de Trabalho americano para implementar o programa Oportunidades de Hospitalidade para as Pessoas se (re) Inserirem na Sociedade (que, em inglês, forma o acrônimo HOPES, ou “esperanças”). A iniciativa terá a duração de três anos.
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“Temos 1 milhão de vagas não-preenchidas. A demanda do mercado de trabalho está muito alta”, disse o vice-presidente de comunicações da NRAEF, Gordon Lambourne, segundo o site Associations Now. “Há definitivamente uma necessidade. Essa é uma iniciativa de ganha-ganha tanto para os indivíduos quanto para o setor.”
Os recursos serão usados ​​para lançar o HOPES em quatro cidades: Boston (Massachusetts), Chicago (Illionois) e Richmond e Hampton Roads (ambas na Virgínia). “Estamos atuando nessas cidades em parceria com os departamentos prisionais locais e com as associações estaduais de restaurantes, que estão familiarizadas com o trabalho que estamos tentando fazer”, disse Lambourne.
Os integrantes da Associação Nacional de Restaurantes dos EUA ajudarão e se beneficiarão desse programa. “Nossos associados serão as pessoas que acabarão contratando os participantes do programa”, disse Lambourne. “Eles desempenham um papel muito importante no objetivo final de todos esses programas, que é conseguir pessoas empregadas e no caminho para uma carreira em nosso setor.”
A alta taxa de desemprego entre ex-presidiários sugere que os empregadores estão relutantes em contratá-los, mas Lambourne afirma que a indústria de restaurantes vê seus empregos de outra maneira. “As pessoas veem isso como uma oportunidade real para ajudar esses indivíduos a retomar suas vidas”, disse ele.
O treinamento dos ex-detentos ainda não começou, mas, como a NRAEF atua nas áreas de educação e treinamento, ela já tem os modelos que serão usados no HOPES. “Ainda há muito trabalho a fazer”, disse Lambourne. “Mas nosso objetivo é avançar o mais rapidamente possível.”

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