Em pesquisa, associação apura por que as empresas investem em diversidade

A melhoria de sua reputação e a busca por mudanças da sociedade estão entre as principais motivações das empresas brasileiras que investem em políticas de promoção da diversidade. Essas são algumas das descobertas da pesquisa “A Diversidade e Inclusão nas Organizações no Brasil”, realizada pela Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje).
O estudo aponta o crescimento de programas de diversidade no ambiente de trabalho, segundo registra o site da revista Época Negócios. Participaram do estudo 124 companhias que, juntas, faturam R$ 1,24 trilhão, montante que equivale a 18,3% do PIB brasileiro em 2018. Entre essas empresas, 63% têm programas de diversidade e inclusão.
LEIA TAMBÉM:
– Associações têm dificuldade em ampliar diversidade de seus conteúdos, diz estudo
– Lições que a seleção feminina dos EUA dá às associações sobre igualdade salarial
– Em comunicação empresarial, mulheres já são maioria nos cargos de chefia no país
– Abragames cria selo para premiar a diversidade na indústria de jogos digitais 
“Melhorar a imagem e reputação” foi citada por 68% das empresas como justificativa para iniciativas que promovam a diversidade. Outras razões apontadas foram contribuir para mudanças estruturais da sociedade (63%), aumentar a eficiência interna (57%), qualificar a cultura organizacional (54%) e desenvolver soluções inovadoras (47%).
A pesquisa também entrevistou 269 profissionais brasileiros para saber a percepção deles sobre a diversidade nas companhias em que trabalham. Entre eles, informa a publicação, 57% dizem que a diversidade e a inclusão foram ampliadas ou se tornaram mais evidentes recentemente. Os programas internos que se destacam são aqueles voltados aos temas pessoas com deficiência (96%), identidade de gênero (83%), cor e etnia (78%) e orientação sexual (74%).
Em contrapartida, ainda existem funcionários que sofrem discriminação no ambiente corporativo — não apenas em razão da cor da pele ou orientação sexual, mas sobre questões relacionadas a peso, idade e até mesmo preferências políticas.
Os entrevistados disseram já ter testemunhado, uma ou mais vezes, situações constrangedoras como discriminação por causa da altura ou peso (24%), identidade ou expressão de gênero (40%), idade (35%), cor ou etnia (30%). O mais comum, no entanto, foi a discriminação em relação à orientação política: dos entrevistados, 55% disseram já ter presenciado esse tipo de situação.
A falta de diversidade tem um preço para as empresas. Um quarto dos profissionais afirmam já ter considerado pedir demissão por se sentirem isolados, e 42% já sentiram pressão para mudar as próprias características pessoais a fim de se enquadrar aos padrões da empresa.
Os líderes incentivam que os funcionários trabalhem com os colegas com diferentes características de diversidade. Segundo os entrevistados, 45% dos chefes têm essa preocupação e investigam denúncias de tratamento preconceituoso. Por outro lado, falham em auxiliar aos funcionários a reconhecer preconceitos que promovam a discriminação ou a exclusão (52%).

Seja o primeiro a comentar

Deixe uma resposta