Associações participam da montagem do novo plano diretor da Embrapa

O primeiro workshop para a elaboração do documento foi realizado na última quinta-feira (Foto: Jorge Duarte / divulgação)

A Embrapa, estatal brasileira que é referência internacional em pesquisa agropecuária, está trabalhando no momento na produção de seu novo plano diretor. A iniciativa incluirá a consulta a mais de 2 mil representantes de diferentes instituições, entre elas associações que têm relação direta com o desenvolvimento do agronegócio nacional.
Na última quinta-feira (8/8), uma comissão analisou cerca de 60 documentos de referência e realizou workshops em Campinas (SP) com mais de 80 participantes de diferentes unidades da estatal e de segmentos do agronegócio. Estiveram na primeira rodada de simpósios entidades como Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Associação Brasileira de Laticínios (Viva Lácteos), Associação para o Fomento à Pesquisa de Melhoramento de Forrageiras (Unipasto) e Associação Brasileira de Agroecologia (ABA).
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As contribuições não se restringem às feitas pelas associações. A elaboração do documento, que já conta com a colaboração de cerca de 2,5 mil empregados da empresa, inclui entrevistas com representantes de mais de 30 setores da agricultura nacional. Na última quinta, a Embrapa reuniu representantes dos ministérios da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, além de BNDES, Banco Mundial, Finep, Unicamp, WWF Brasil, Reflore, Giral, Conservação Internacional, Instituto de Economia Agrícola (IEA/APTA), Instituto Senai de Inovação em Biossintéticos e Fibras, GSS Sustentabilidade e Bioinovação, Instituto Brasil a Gosto, Articulação Semiárido Brasileiro (ASA Brasil) e Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Sustentabilidade.
Esta será a sétima versão do plano diretor da Embrapa, documento que estabelece as orientações estratégicas para as atividades da empresa no médio e longo prazos. O plano também define as prioridades para as ações de gestão, de pesquisa e de suporte à pesquisa. Os debates têm ocorrido em torno de dois temas centrais: as transformações mundiais que resultarão em desafios da agricultura no Brasil e os papéis das organizações públicas de pesquisa agropecuária e seu posicionamento no sistema de inovação. 
A expectativa é que o novo plano seja concluído ainda em neste ano. O anterior foi elaborado em 2014 e passou a vigorar no ano seguinte. “A Embrapa sempre coloca muita energia na elaboração periódica de seu planejamento estratégico. Historicamente, parece claro que tivemos uma evolução e um amadurecimento na construção dos planos diretores. Não se trata de um documento de prateleira, mas algo que estabelece diretrizes e rumos e nos ajuda a estar conectados às demandas do agro brasileiro e fundamental no nosso dia a dia”, disse o presidente da Embrapa, Celso Moretti, que participou na abertura do encontro.
O workshop da última quinta, realizado na sede da Embrapa Informática Agropecuária, foi o primeiro da atual etapa de elaboração do plano e reuniu principalmente representantes das regiões Norte e Nordeste do país. Marcado para esta sexta (16/8), no mesmo local, o segundo encontro terá participantes das regiões Sudeste, Centro-Oeste e Sul.

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