Como a MZF4 tornou-se a primeira empresa a receber o ISO Inovação na AL

A ISO (Organização Internacional de Padronização) publicou em julho em Genebra, na Suíça, a norma ISO 56.002, que reúne as melhores práticas na área de inovação empresarial. A certificação nasceu após mais de uma década de trabalhos, em esforços que incluíram a compilação das contribuições apresentadas por 163 países.

O recebimento desse selo atesta que o sistema de gerenciamento da empresa atende às melhores práticas internacionais em inovação e criatividade. E foi o que aconteceu no dia 17 de julho, dois dias depois da publicação da nova norma, quando a MZF4 tornou-se a primeira empresa da América Latina a conquistar a certificação. A companhia integra o Grupo Mazzaferro, que fabrica linhas e fios usados em atividades como pesca, costura industrial, medicina e construção civil.

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Como a MZF4 conseguiu receber a ISO Inovação (como a certificação tem sido chamada)? Ao longo de um ano, a empresa dividiu seus esforços em três frentes: fomento à inovação, acompanhamento dos processos de geração de ideias e mensuração de resultados.

“Para cada uma dessas frentes, criamos comunicados, programas, ações diferentes e esperamos, com a mensuração do retorno para o negócio de nossas ideias, reduzir custos, incrementar o volume de vendas e melhorar a satisfação dos nossos clientes”, diz, em comunicado, Fabricio Saad, responsável pelo marketing da Mazzaferro.

A seguir, um resumo do trabalho feito pela MZF4 em cada uma dessas frentes:

1. Comunicar para inovar
O trabalho da comunicação interna, a Inovateca, auxiliou na construção de uma cultura criativa. Isso incluiu a produção de conteúdos sobre inovação e a criação de um espaço para fomentar a troca livre de ideias.

2. Ideias de todos os lados
A equipe da MZF4 desenvolveu dois programas diferentes para os diferentes públicos da empresa, que tem cerca de 200 colaboradores: operacional e tático/estratégico. O eureka!, voltado à equipe das fábricas – localizadas em São Paulo e Diadema (SP) -, envolve a premiação das melhores ideias para redução de custos, melhoria de qualidade e revisão de processos industriais. Já no nível tático/estratégico, rodadas de design thinking convidam os colaboradores a refletir sobre problemas específicos da empresa. Todas as ideias são avaliadas segundo critérios que envolvem facilidade de implantação, investimento necessário, impacto financeiro para a companhia, riscos envolvidos e reflexos dessa inovação no mercado.

3. Para medir, novas réguas
Medir o impacto de uma ideia não é tarefa corriqueira, e a MZF4 atestou isso na prática. Assim, foi necessário pensar em novos indicadores de desempenho, os chamados KPIs. Entre esses indicadores surgiram, por exemplo, a análise do percentual de receita e margem gerados por ideias inovadoras, número de ideias disruptivas lançadas e implantadas por unidade de negócio e quantidade média de treinamentos em inovação por semestre. Um comitê gestor de inovação acompanha o andamento dessas ideias, prioriza investimentos e avalia estratégias, além de reconhecer e premiar as equipes envolvidas no processo. A empresa também criou um comitê gestor da inovação (CGI), formado por profissionais de mercado especializados na revisão dos processos e fluxos que embasam a gestão da inovação.

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