Segundo estudo, 17% de CEOs de grandes empresas deixam cargo em até três anos

Uma pesquisa feita com as maiores companhias listadas em bolsa nos Estados Unidos indicou que 17% dos CEOs das grandes empresas deixam o cargo em até três anos. A alta rotatividade pode pegar muitas corporações no contrapé, caso elas não tenham um plano de sucessão definido.

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O estudo, realizado pela consultoria Russell Reynolds Associates, considerou as transições de comando no período entre 2003 e 2018 nas empresas que integram o índice S&P 500. Nesse intervalo, houve 688 mudanças de CEO nesse conjunto de empresas – e em, 40% delas, as mudanças ocorreram duas ou três vezes.

“É assustador ver que mais da metade das companhias globais não tem um processo estruturado de sucessão e transição para o cargo de CEO. Toda empresa precisa ter ao menos um plano de emergência para essa questão, ser capaz de apontar com velocidade quem será provavelmente o próximo líder”, diz Anthony Abbatiello, chefe global da área de liderança e sucessão da Russell Reynolds, segundo registro do jornal O Estado de S. Paulo.

De acordo com a pesquisa, o tempo médio no cargo é de 5,9 anos. “A velocidade de saída dos novos CEOs tem sido maior, e num ambiente de retração econômica é preciso agir rápido”, afirma ele. “As lideranças se preocupam demais com o conselho de administração e os investidores institucionais, mas se esquecem dos outros pontos de contato, como diretoria comercial e mesmo os clientes.”

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