Apenas 13% das empresas têm mulheres como presidente

A presença de mulheres em cargos de liderança nas empresas tem crescido, mas ainda há uma barreira a ser superada: a do cargo de presidente. A constatação aparece na terceira edição do estudo “Panorama da Mulher 2019”, realizado em parceria entre a consultoria especializada em recrutamento e seleção Talenses e a escola de negócios Insper.

A pesquisa analisou 532 empresas de diferentes setores que têm sede no Brasil, na América do Norte e na Europa. Desse universo de corporações, 23% têm mulheres em cargos de vice-presidência, 26% na diretoria e 16% nos conselhos de administração. No entanto, em apenas 13% das companhias analisadas há mulheres na presidência.

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Essa fatia é dois pontos percentuais menor que a registrada na versão anterior da pesquisa. “O estudo indica uma evolução em diversos setores, mas ainda existe lacunas”, afirma Luiz Valente, CEO da Talenses. Segundo o levantamento, a probabilidade de uma mulher ser presidente é 50% menor do que liderar como diretora e 60% menor do que ocupar o cargo de vice-presidente.

O Brasil – representado na foto acima por Paula Bellizia, presidente da Microsoft Brasil – está ligeiramente à frente das empresas da América do Norte e do Brasil. Por aqui, diz o levantamento, as mulheres ocupam a presidência de 18% das empresas pesquisadas, fatia que é de 6% na Europa e de 3% na América do Norte.

O estudo também descobriu que as corporações de capital fechado têm 20% mais líderes mulheres do que as de capital aberto. Além disso, as empresas de administração familiar têm 60% mais líderes mulheres em relação às de administração profissional.

A pesquisa indica que mulheres presidentes alavancam a equidade nos cargos de liderança, o que traz uma perspectiva de crescimento econômico e boa reputação para a marca. Ter uma mulher presidente aumenta em 2,5 vezes a possibilidade de ter mulheres na liderança e em quatro vezes a possibilidade de ter mulheres nos cargos de conselho.

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