Com saída de CEO, McDonald’s perde US$ 4 bi em valor de mercado

A rede de restaurantes McDonald’s revelou neste domingo a saída de Steve Easterbrook do comando da companhia, decisão tomada após a revelação de que o CEO mantinha um relacionamento amoroso com uma funcionária da empresa. Ainda que fosse uma relação consensual, ela violou uma política da rede.

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CEO do McDonald’s desde 2015 e tido como peça-chave para a valorização da empresa nos últimos anos, Easterbrook, de 52 anos, disse concordar com a decisão do conselho de administração de substituí-lo e afirmou que seu relacionamento com a colega foi “um erro”. Para os investidores, o impacto da mudança foi percebido na bolsa de valores, onde a companhia perdeu US$ 4 bilhões em valor de mercado nesta segunda-feira.

A desvalorização ocorreu com o recuo de 2,7% do preço de seus papéis, que desceram a US$ 188,66 cada, seu menor valor desde o início de abril. A saída do CEO foi seguida pela renúncia de David Fairhurst, chefe de recursos humanos do McDonald’s, e pela nomeação do chefe da divisão das Américas, Chris Kepmczinski, como novo comandante do grupo.

Que impacto na gestão uma mudança do gênero pode ter sobre uma empresa global como o McDonald’s? “Implicações práticas no curto prazo estão mais relacionadas à percepção do que à realidade”, diz Andrew Strelzik, analista do BMO Capital Markets. “Não esperaríamos um impacto no desempenho operacional no curto prazo, dado o sólido corpo de gestão do McDonald’s, o forte momento operacional e as iniciativas estratégicas e operacionais já existentes para impulsionar o desempenho nos próximos trimestres.”

“O McDonalds tem substitutos talentosos”, disse Lauren Silberman, analista do Credit Suisse. “Esperamos que a administração e o conselho tenham uma estratégia semelhante e considerem o momento sustentável, apesar da saída de Easterbrook.”

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