Após zerar suas emissões de carbono, Gucci quer levar iniciativa a mais empresas

A Gucci, um dos principais nomes da indústria de moda e luxo, com faturamento de US$ 8,8 bilhões, revelou recentemente que conseguiu neutralizar todas as emissões de carbono de sua cadeia de produção. O feito já seria digno de nota apenas por ter ocorrido em um dos setores mais poluentes que há – a moda produz mais gases de efeito estufa do que todos os voos internacionais e viagens marítimas combinadas -, mas vem acompanhado por um passo ainda mais ambicioso: o de atrair empresas de outros setores para esse esforço.

Marco Bizzarri, CEO da Gucci, lançou nesta terça-feira (19/11) a Carbon Neutral Challenge, iniciativa com que pretende engajar mais líderes empresariais na luta contra as mudanças climáticas. O executivo fez o chamado em uma carta aberta.

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No documento, Bizzarri argumenta que as empresas não podem se concentrar apenas em estratégias de longo prazo para reduzir suas emissões de carbono e avançar para práticas comerciais mais ecológicas: elas também devem compensar suas emissões no presente. Isso pode envolver, por exemplo, doações para projetos de reflorestamento.

A mensagem de Bizzarri certamente tem apelo mais imediato com os líderes de outras casas de moda. Mas ele explica que está apelando para CEOs de diferentes setores. “A maioria das emissões vem da cadeia de suprimentos. Devemos ser responsáveis ​​por essas emissões e redefinir a neutralidade corporativa de carbono para abranger toda a cadeia”, escreveu.

O Carbon Neutral Challenge contém um orientações a serem seguidas pelas empresas que aderirem ao compromisso. Esses passos foram os mesmos adotados pela Gucci nos últimos dois anos para reduzir, medir e compensar suas emissões de poluentes. Todas as suas emissões da empresa registradas em 2018 já foram compensadas por meio da REDD +, iniciativa internacional que apoia projetos de conservação florestal em países em desenvolvimento.

A Gucci não vai monitorar as empresas que assinarem o desafio. A ideia do projeto é incentivar os executivos a se responsabilizarem, documentando o seu progresso em um relatório que estará disponível ao público. Parte do desafio exige que os CEOs anunciem publicamente uma linha do tempo e um plano de ação.

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