Como a Dell pretende reduzir seus rejeitos e fazer computadores mais “verdes”

A fabricante de computadores Dell lançou um programa de reciclagem de componentes há mais de uma década, mas acaba de revelar a decisão de dar um passo ainda mais forte em seus esforços para ser mais sustentável. Neste mês, a companhia americana apresentou um plano que inclui mudança completa de suas fontes de energia e forte redução de sua pegada de carbono.

Entre os compromissos assumidos pela Dell está o de, até 2040, substituir a energia que usa por fontes renováveis, além de racionalizar o seu consumo. A empresa também pretende, em dez anos, cortar pela metade as emissões de poluentes causadores do aquecimento global geradas por suas linhas de produção. A companhia quer ainda que seus fornecedores façam o mesmo.

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As iniciativas também vão chegar aos pontos de venda: na troca do aparelho, o usuário poderá entregar o velho para ser reutilizado ou reciclado. Até 2030, a empresa espera alcançar as marcas de um produto novo para cada dispositivo a ser reciclado e metade de todos os materiais usados em seus produtos (assim como suas embalagens) composta por reciclados ou renováveis.

Desde 2008, a Dell mantém um programa de reciclagem, com o qual recebe também dispositivos de suas concorrentes. Mesmo assim, a empresa calcula ter recolhido menos de 10% do que produz. Dos componentes que ela utiliza, menos de 5% são reciclados ou renováveis.

O lixo eletrônico é um problema global. Por ano, 50 milhões de toneladas desse tipo de rejeito são descartadas no mundo. Segundo o Fórum Econômico Mundial, serão 120 milhões de toneladas até 2050. Mercúrio, cádmio, berílio e chumbo (causadores de deterioração do sistema nervoso, câncer e alterações genéticas), inertes quando dentro de monitores, celulares e baterias, são liberados no meio ambiente quando descartados inadequadamente.

Segundo a diretora do Centro de Empresas Sustentáveis e Competitividade Regional em Boston (EUA), Vesela Veleva, o setor ainda precisa trabalhar para criar aparelhos mais duradouros – o que nem a Dell nem as outras companhias fazem. “Elas não chegam ao cerne do problema, que é prolongar a vida útil do produto”, afirma. “Só a reciclagem não será suficiente.”

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