Rhodia celebra 100 anos de Brasil com neutralização total de emissões de carbono

Sinal dos tempos: a Rhodia, que, ao lado de 23 outras empresas do polo petroquímico de Cubatão (SP), chegou a ser condenada em 2017, em primeira instância, por danos ambientais causados à Serra do Mar entre as décadas de 70 e 80, vai celebrar seu centenário no mercado brasileiro com a neutralização total de suas emissões de carbono na planta de Paulínia. O aniversário de 100 anos será em dezembro, e o anúncio da neutralização na unidade, o principal complexo químico da companhia na América Latina, foi feito nesta semana.

A meta deve ser atingida em 2025, segundo a projeção feita pela empresa. Hoje, a Rhodia, que integra o grupo francês Solvay, alcança o índice de 96% de neutralização de suas emissões.

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Para avançar em sustentabilidade em Paulínia, a empresa vai adotar iniciativas como a implantação de sistema de energia renovável em algumas áreas de produção. A medida incluirá a instalação de placas fotovoltaicas de última geração para captação de energia solar. A companhia também vai intensificar o reflorestamento de algumas áreas do conjunto com vegetação nativa.

A companhia também fará melhorias no processo operacional da instalação industrial de abatimento de gás de efeito estufa. A iniciativa, adotada voluntariamente pela companhia em 2007, elimina da atmosfera anualmente cerca de 5 milhões de toneladas de CO2 equivalente, volume que corresponde às emissões de uma frota de 1,2 milhão de veículos movidos a combustível fóssil por ano.

A empresa avalia, ainda, a mudança da matriz de combustível utilizada em suas caldeiras de vapor. A ideia é passar do uso de gás natural para biomassa. Também há investimentos em uma nova linha de produção de solvente de fonte renovável Augeo, que será inaugurada em meados de 2020, além de previsão de lançamento de produtos novos como fios têxteis sustentáveis.

O complexo de Paulínia abrange 27 unidades de produção, com capacidade para fabricar 1,2 milhão de toneladas por ano de diversos produtos químicos empregados por outras indústrias. Esses insumos são utilizados por fabricantes de automóveis, roupas, calçados, produtos de cuidados pessoais, tintas e embalagens, entre outros setores.

“Há muito tempo a indústria química mundial já entendeu que nenhuma empresa ou negócio pode crescer às custas do planeta. Por isso, estamos empenhados em construir a química sustentável, que utiliza de forma responsável os recursos de que dispõe e valoriza os recursos renováveis em seus processos e no desenvolvimento dos produtos que usamos no nosso cotidiano”, diz a presidente do Grupo Solvay na América Latina, Daniela Manique.

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