Retenção e engajamento: foco em 2017

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Aumentar a retenção e o engajamento dos associados será o principal objetivo das entidades e associações em 2017. A informação consta da terceira e mais recente pesquisa global feita pela ASI (Advanced Solutions International), que ouviu 386 entidades na América do Norte, Europa, Oriente Médio, Índia e Africa, e acaba de ser divulgada.
Nas duas pesquisas anteriores, em 2016 e 2015, o tema da retenção e do maior envolvimento dos associados já havia aparecido com destaque, o que efetivamente reforça a relevância que este assunto tem para as principais lideranças das entidades ao redor do mundo. Executivos das associações reconhecem, aponta o levantamento, que há uma correlação direta entre manter os membros ativos e engajados e a renovação de suas mensalidades a cada ano. Ainda de acordo com a pesquisa, a liderança entende que é mais fácil e mais barato concentrar-se na retenção dos associados do que tentar atrair novos membros. Eles também parecem compreender que não há um método “certo” para aumentar a retenção, algo como uma receita única que possa ser usada em todas as situações — cada membro é diferente e as associações precisam ser abertas, flexíveis e receptivas às suas necessidades de mudança.
Os dados recém divulgados mostram que 65% dos entrevistados apresentaram taxa de retenção dos associados acima de 75%, em 2017. Na pesquisa anterior, com dados de 2016, o resultado foi mais positivo: 73% delas alcançaram o mesmo índice de retenção. Em relação ao nível de engajamento dos associados, mais um resultado negativo. Apenas 35% das associações apontaram crescimento, contra 41% do levantamento de 2016. A pesquisa também mostrou que 72% das organizações não possuem um plano formal de engajamento dos associados. No levantamento de 2016, 69% delas não tinha um plano estruturado, o que também mostra uma piora neste quesito. O cruzamento destes dados deixa claro que se nada for feito, do ponto de vista de planejamento voltado para o maior envolvimento dos associados no dia-a-dia e na estratégia das entidades, as taxas de retenção e de ampliação da base de membros tende a ser sempre menores.
Na contramão desta tendência, as associações que relataram estar mais estruturadas para engajar os associados mostraram índices bastante positivos: 53% delas disseram que a participação nos eventos organizados por elas cresceu em relação ao ano anterior; e 20% apontaram crescimento nas receitas, também em comparação a 2016.
Outro dado positivo identificado pela pesquisa diz respeito à expectativa em relação ao futuro. Mais de 70% dos entrevistados disseram estar confiantes e otimistas sobre o crescimento e a sustentabilidade de suas respectivas associações ao longo dos próximos cinco anos.
Por fim, embora muitas associações reconheçam o que precisam fazer para alcançar seus objetivos, elas ainda lidam com muitos obstáculos. Os entrevistados continuam relatando que a incapacidade de medir com precisão o engajamento e o envolvimento dos associados, bem como a falta de indicadores mais precisos neste campo, acabam gerando relatórios e análises nem sempre muito apuradas, o que dificulta bastante o desenho de cenários e estratégias de curto a longo prazos.

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