Abefin aponta as “verdades” sobre as finanças do trabalhador brasileiro com o impacto da reforma trabalhista

Nas primeiras horas desta quinta-feira, a Câmara aprovou a reforma trabalhista, cujo texto segue agora para a aprovação do Senado. O projeto encaminhado ao Legislativo propõe uma importante reformulação nas regras trabalhistas e tem dividido a opinião de especialistas e da sociedade em geral. Independentemente da posição tomada diante das mudanças, é indiscutível que a alteração nas regras irá impactar as relações trabalhistas e exigirá, dos trabalhadores, maior cuidados com suas finanças pessoais.
De acordo com o presidente da Abefin (Associação Brasileira de Educadores Financeiros), Reinaldo Domingos, “Grande parte dos trabalhadores está insegura em relação ao seu futuro, especialmente com as reformas e novas leis trabalhistas”. Na onda da brincadeira “nove verdades e uma mentira” que circula pelas redes sociais, a entidade divulgou as verdades sobre as finanças do trabalhador brasileiro, considerando o momento de reformulação das leis trabalhistas:

  • As mudanças nas relações de trabalho, seja no curto, médio ou longo prazo, vão gerar, sim, impacto nas finanças do brasileiro
  • A Previdência Social não será suficiente para garantir o futuro dos trabalhadores; mesmo sem a reforma, os ganhos cairão muito
  • A busca por meios alternativos que garantam um futuro financeiro melhor deve se intensificar
  • Será ainda mais importante investir na carreira, pois o mercado estará cada vez mais acirrado e exigindo maiores especializações
  • Sempre que houver mudanças nos ganhos profissionais é necessário fazer um novo diagnóstico financeiro, por 30 dias (para quem tem ganhos fixos) ou por três meses (para quem tem ganhos variáveis)
  • Os benefícios que compõem o pacote total de salário devem ser valorizados e o trabalhador precisa administrá-los com consciência
  • A grande maioria dos trabalhadores não conseguiria manter o seu atual padrão de vida nem por três meses caso perdesse o emprego hoje

As rendas extras, como a do regaste de contas inativas do FGTS, devem ser administradas com ainda mais cautela frente ao cenário de mudanças.

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