Inteligência Artificial beneficia entidades e associações

A maior parte dos analistas, tanto no Brasil quanto no exterior, tem sido categóricos em afirmar que 2017 será o ano da Inteligência Artificial nos negócios. No Brasil, a afirmativa para ter ainda mais peso. Recente pesquisa realizada pela Sage, líder em sistemas de gestão empresarial e contabilidade, mostra que 64% dos empresários brasileiros enxergam a inteligência artificial como a principal tendência tecnológica. Os brasileiros estão à frente dos demais empresários no mundo (58%). Ainda de acordo com o levantamento, a maioria dos brasileiros (66%) enxerga os benefícios do uso da inteligência artificial e dos bots na organização da vida profissional e dos negócios. No mundo, essa média cai para 47%, demonstrando maior receio por parte dos empresários quando o assunto é a inclusão das novas tecnologias na rotina de trabalho. A pesquisa foi realizada em 19 países, com 5.500 empreendedores. No Brasil, foram ouvidos cerca de 530 empresários, a maioria entre 30 e 44 anos.
Associações Hoje ouviu David Pereira, VP Product Engineering da Sage Brasil, sobre o impacto que a tecnologia poderia ter para as entidades e associações. “A inteligência artificial, ou IA, é uma tendência que todos devem estar atentos, de empreendedores a grandes empresas e também as entidades setoriais. Com o acesso a novas tecnologias e o aumento do volume de dados gerado por diferentes dispositivos e a análise de dados se tornando cada vez mais acessível, todos precisam encontrar maneiras de extrair conhecimento, por exemplo, do big data (gigante base de dados).”
Para as entidades, a inteligência artificial facilita a tomada de decisões a partir de um volume de dados que um profissional humano dificilmente conseguiria abarcar, e ainda com a redução de erros e prazos mais curtos. “As entidades setoriais podem se beneficiar e também beneficiar o setor com tecnologia de IA. O benefício para a entidade em si, dá-se pela análise de informações que podem ser obtidas através dos inúmeros dados gerados pelas empresas do setor, seja de forma estruturada (sistemas), como não estruturada (redes sociais). Com estes dados analisados por algum algoritmo de inteligência artificial, pode-se obter uma base de informações riquíssima, possibilitando, por exemplo, entender melhor tendências, o comportamento do público relacionado à entidade e suas necessidades”, afirma Davi Pereira.
“Importante ressaltar que esse tipo de tecnologia já é uma realidade. Um exemplo são os Chatbots. Um deles que lançamos recentemente, o Pegg, possibilita que escritórios contábeis e seus clientes emitam notas fiscais de maneira automatizada, informando poucos dados como o nome do cliente, o valor e o serviço prestado. O Chatbot de contabilidade permite interação com o usuário, através de programas de mensageria, como o Messenger do Facebook ou Telegram”, finaliza.

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