Visões da imprensa sobre a crise política

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O presidente Michel Temer disse que não vai renunciar. Mas será que terá força para permanecer na presidência? Diante desse cenário confuso, quais serão os  impactos de sua permanência ou de sua saída do cargo a curto e médio prazo para a economia? E como isso irá se refletir o dia-a-dia das entidades que representam os mais diferentes setores? Não faltam perguntas e são muitas as especulações acerca dos rumos do ambiente político nos próximos dias e das possíveis soluções para a crise.
Neste day after do pronunciamento da última quinta-feira, em que o presidente comentou a divulgação de seu diálogo com Joesley Batista, do grupo JBS, a imprensa deu um pequeno passo atrás ao noticiar que os áudios feitos clandestinamente pelo empresário “não são conclusivos”. Esse fato, somado ao esforço relativamente bem sucedido para conter a debandada geral do apoio político que vinha se desenhando, deu a Temer algum fôlego extra para tentar reorganizar sua linha de defesa e sua base parlamentar.
Veja o que jornalistas têm falado:
Lauro Jardim, O Globo: “Não havia nada de concreto (contra Temer). Agora, há. É de cair o queixo, muito impressionante”.
Cláudia Safatle, Valor Econômico: “O tornado que abalou o presidente da República Michel Temer pode levar o país a um colapso econômico. Fontes do setor financeiro privado alertavam ontem para o risco de empresas quebrarem, de o pouco crédito que ainda existe desaparecer e de a economia afundar em depressão, abortando a tênue recuperação da atividade depois de três anos de profunda recessão”.
John Authers, Financial Times: “Parece que a janela de oportunidade para as reformas no Brasil se fecharam.  Muito, muito triste”.
Cristiana Lobo, Globo News: “Vivemos a ingenuidade de pensar que as coisas mudariam após o escândalo do mensalão”.
Vera Magalhães, Estadão‏: “Fala de Temer ilógica, contraditória e desconectada da realidade.”
Marcelo Torres, SBT: “Com pronunciamento, Temer ganha tempo para acalmar aliados, tentar descobrir teor das gravações e ver se haverá reação popular. Temer diz que não renuncia e reclama de gravação clandestina. Mas admite conversa com Joesley. Falou em tom indignado.”
Míriam Leitão, O Globo: “No discurso, Temer admite mais um erro que cometeu.”
Ricardo Noblat, O Globo: “Por ora, venceram os ministros citados na Lava Jato contrários à renúncia de Temer. Dura a vida de jornalista… A política é como uma nuvem e os leitores não entendem. A permanência de Temer é temporária. Aguarda a fita.”
Jose Roberto Toledo, Estadão‏: Agora é ver o tamanho da manifestação de rua que Temer acaba de convocar, sem querer.”
Mauricio Stycer, UOL‏: Temer não falou pra gente, nem pro povo… Falou pros grandes empresários e banqueiros…”

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