BC divulga dados da dívida externa e balança de pagamentos

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O Banco Central divulgou nesta terça-feira, 23, os dados da balança de pagamentos, das reservas internacionais e da dívida externa, atualizados até abril.
No mês, as transações correntes apresentaram superavit de US$1,2 bilhão, influenciado pelo saldo comercial positivo recorde para meses de abril. As transações correntes registraram deficit de US$19,8 bilhões, equivalente a 1,06% do PIB, nos doze meses encerrados em abril. Na conta financeira, os ingressos líquidos de investimentos diretos no país somaram US$5,6 bilhões no mês, acumulando US$84,7 bilhões nos últimos doze meses, ou 4,50% do PIB.
A conta de serviços registrou deficit de US$2,5 bilhões em abril, estável em relação ao mesmo mês do ano anterior. As despesas líquidas com viagens internacionais totalizaram US$908 milhões, aumento de 50,9% comparadas ao observado em abril de 2016, resultado de elevação de 23,1% nos gastos em viagens ao exterior, e recuo de 12,1% nas receitas auferidas em viagens ao País. A conta de aluguel de equipamentos apresentou deficit de US$1,4 bilhão em abril, redução de 21,7% comparativamente ao mesmo mês do ano anterior.
As despesas líquidas de renda primária atingiram US$3,2 bilhões no mês, aumento de 67,3% com relação a abril de 2016. As despesas líquidas com juros alcançaram US$2,3 bilhões, 66,9% acima do ocorrido no mesmo mês do ano anterior. As remessas líquidas de lucros e dividendos totalizaram US$944 milhões no mês, incremento de 63,1% quando comparadas ao observado em abril de 2016.
A conta de renda secundária registrou ingressos líquidos de US$152 milhões, recuo de 34,9% em relação a abril do ano anterior. As receitas brutas em transferências pessoais totalizaram US$162 milhões, recuo de 13,2% na comparação com abril de 2016.
Os investimentos diretos no exterior apresentaram aumentos líquidos de US$69 milhões no mês. No primeiro quadrimestre, a conta somou aplicações líquidas de US$774 milhões, 71,0% inferiores ao montante ocorrido em período correspondente do ano anterior.
Os investimentos diretos no país totalizaram ingressos líquidos de US$5,6 bilhões em abril, recuo de 18,4% com relação ao mesmo mês do ano anterior. Os ingressos líquidos de US$6,9 bilhões na modalidade participação no capital, foram parcialmente compensados por saídas líquidas de US$1,4 bilhão em operações intercompanhia.
Os passivos de investimento em carteira registraram entradas líquidas de US$4,4 bilhões no mês, com destaque para ingressos líquidos em títulos de renda fixa negociados no mercado doméstico, US$4,4 bilhões, tornando positivo o fluxo acumulado no ano. Os investimentos em ações no mercado doméstico apresentaram saídas líquidas de US$896 milhões, enquanto aquelas negociados no mercado externo propiciaram ingressos líquidos de US$391 milhões.
As aplicações líquidas de outros investimentos ativos totalizaram US$7,8 bilhões em abril, destacando-se constituição líquida de depósitos no exterior, US$5,5 bilhões, e concessões líquidas de US$2,4 bilhões em créditos comerciais e adiantamentos.
Os passivos de outros investimentos expandiram US$1,2 bilhão em abril, incluindo ingresso líquido de US$2,6 bilhões em créditos comerciais e adiantamentos, e saídas líquidas de US$1,4 bilhão em empréstimos.
As reservas internacionais totalizaram US$376,3 bilhões no conceito liquidez, em abril de 2017, aumento de US$984 milhões em relação ao mês anterior. O estoque de linhas com recompra reduziu US$3,9 bilhões relativamente à posição de março de 2017. A receita de remuneração das reservas somou US$300 milhões no mesmo período, e as variações por preços e paridades aumentaram o estoque em US$334 milhões e US$84 milhões, na ordem. No conceito caixa, o estoque de reservas atingiu US$374,9 bilhões em abril, aumento de US$4,8 bilhões em relação ao mês anterior.
O estoque de dívida externa bruta estimado para abril de 2017 totalizou US$319,7 bilhões, redução de US$1,6 bilhão em relação à posição de dezembro de 2016. A dívida externa estimada de longo prazo atingiu US$263,2 bilhões, redução de US$1,8 bilhão, enquanto o endividamento de curto prazo somou US$56,5 bilhões, aumento de US$158 milhões, no mesmo período.
Dentre os determinantes da variação da dívida externa de longo prazo, entre dezembro de 2016 e abril de 2017, destacam-se: US$1,2 bilhão em amortizações de títulos soberanos, US$1,2 bilhão em desembolsos líquidos de títulos emitidos pelo setor financeiro, US$3,6 bilhões e US$1,2 bilhão em amortizações de empréstimos e de títulos, respectivamente, por outros setores. Contribuíram para elevar o estoque de endividamento externo de longo prazo a variação cambial, US$727 milhões, e os preços de títulos soberanos, US$2,2 bilhões.

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