Entidades se posicionam sobre a redução da taxa Selic

Segundo análise da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), o Banco Central surpreendeu ao reduzir a Taxa Selic em 1 ponto percentual, passando dos 11,25% para 10,25% ao ano. O ritmo de queda foi igual ao das duas últimas reuniões (1 p.p.) e foi maior do que as apostas do mercado que indicavam queda entre 0,5 p.p. a 0,75 p.p.
Essa redução, segundo a Federação, ignorou o aumento das incertezas causadas pela mais nova crise política que o País atravessa no momento e pareceu um pouco ousada, mesmo que a inflação permaneça em queda e o desemprego siga em níveis elevados. A FecomercioSP espera que essa decisão se comprove acertada nos próximos meses com a redução das incertezas.
A FecomercioRJ também se posicionou sobre o assunto, apontando que baixar os juros constitui uma necessidade para a economia real, em paralelo a outras medidas estruturais na economia, como a desburocratização e o equilíbrio fiscal.
Já para a Fiesp, o Banco Central errou ao não promover corte mais incisivo da taxa de juros, pois as expectativas de inflação tanto para 2017 quanto para 2018 seguem abaixo da meta de 4,5%. Ao não acelerar a queda dos juros, o Banco Central retarda o processo de retomada da economia e da geração de emprego, apontou a entidade.
Para a Associação Comercial de SP, a redução deveria ter sido ainda maior. De acordo com a ACSP, a decisão foi bem-vinda, mas a inflação está caindo muito mais do que os juros, o que significa, na prática, que a taxa de juros real está crescendo, o que é ruim para o consumidor e para a economia em geral.
A CSB, Central dos Sindicatos Brasileiros, aponta que o corte anunciado ontem não surte o efeito necessário para destravar a economia e lembra que o Brasil continua com uma das mais altas taxas de juros do mundo, o que impede o crescimento de setores importantes para o desenvolvimento nacional. A mesma percepção tem a Força Sindical, que se posicionou afirmando que a redução de um ponto percentual pouco servirá para alavancar a economia brasileira e que o Banco Central deveria ser mais arrojado.

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