As 7 principais questões que as associações devem levar em conta antes de entrar na nuvem

A nuvem alterou de maneira significativa o conceito de TI: nunca foi tão fácil criar, implementar e manter uma infraestrutura. Por isso, organizações de todos os portes estão considerando adotar a nuvem. No caso das associações, a nuvem pode ajudar a reduzir custos e pode permitir que a gestão de dados e informações seja feita de maneira segura e efetiva. Porém, apesar de a computação em nuvem comprovadamente ajudar a economizar dinheiro, tempo e recursos que podem ser utilizados no desenvolvimento de outros projetos,  é preciso levar em conta alguns aspectos antes de hospedar a infraestrutura de TI da sua entidade na nuvem. Associações Hoje conversou com Paulo Prado, executivo da Veritas, empresa global de soluções de gerenciamento da informação, que aponta sete tópicos importantes nessa tomada de decisão:
1. Crie um plano de migração
Planejamento é essencial para a migração para a nuvem. O primeiro passo é alinhar tanto com as áreas internas da entidade quanto com grupos ou comitês de associados para determinar as necessidades que não podem ser interrompidas. Faça uma lista dos recursos e ferramentas indispensáveis, seja na gestão interna da própria associação ou nos processos que envolvem o relacionamento com associados, principalmente, durante e após a migração. Os requisitos de armazenamento de dados, propriedades de nuvem, segurança e energia são apenas algumas das áreas básicas que o responsável por TI e sua equipe deverão levar em conta durante o planejamento estratégico.
2. Não se esqueça da segurança
Faz parte da essência de uma entidade lidar com dados e informações próprias e de terceiros, os associados, com dados muitas vezes bastante confidenciais. Neste cenário, o tema segurança é extremamente importante. Identifique e estabeleça quais aspectos são de responsabilidade do fornecedor e do usuário. As entidades devem avaliar a situação como um todo e estar cientes dos seus próprios requisitos de conformidade. Portanto, é importante analisar de que forma a computação em nuvem poderá preencher esses requisitos. Se a sua associação decidir deixar os arquivos aos cuidados de outra empresa, é recomendável verificar se a empresa em questão tem registros de tudo que eles salvaram (desde arquivos até aplicativos) no momento da migração, de forma a proporcionar um serviço de nuvem seguro. Tenha em mente que o fato de você transferir os seus dados para terceiros não significa que você não seja mais responsável por eles. Você precisa dispor de ferramentas e processos que garantam uma governança de dados adequada entre o seu ambiente “on premisse” e a nuvem. Isso inclui backup, alta disponibilidade, segurança e governança. Você continuará sendo responsável por todos os dados manipulados pelos seus aplicativos de negócios no seu ambiente como um todo quer seja “on-premise”, quer seja na nuvem.
3. Conheça bem os seus dados
Antes de migrar para a nuvem, é importante conhecer bem os seus dados. Segundo a Gartner, 69% de todos os dados corporativos não possuem nenhum valor de negócios, regulatório ou legal. Outro estudo importante, o Veritas Databerg, afirma que 54% de todos os dados corporativos são desconhecidos – os chamados “dados obscuros”. Embora a nuvem seja “barata”, é preciso evitar a tendência natural que muitas associações têm de acumular dados. Por isso, a migração para a nuvem pode ser uma boa oportunidade para conhecer melhor os seus dados, de forma que apenas os conteúdos relevantes sejam armazenados nela.
4. Prepare-se para as falhas
O fato de que todos os arquivos e aplicativos migraram para a nuvem não significa que a tecnologia não possa falhar ou que não ocorram erros humanos. Certifique-se de que o seu provedor tem um plano para possíveis falhas que preencha todas as necessidades da sua empresa e que possa ser executado tanto pela sua equipe quanto pelo provedor. Ao transferir dados e/ou workloads para a nuvem, é preciso que esse ambiente novo e complexo seja confiável e esteja disponível. Você precisará controlar tanto camadas dos aplicativos situados in-loco quanto as que foram transferidas para a nuvem – e para isso você precisa utilizar novas ferramentas capazes de controlar estas novas aplicações multicamada e que ofereçam uma visibilidade holística nesse ambiente complexo.
5. Escolha o melhor tipo de nuvem para o seu negócio
O tipo de nuvem mais indicado é a Híbrida – uma combinação de nuvem pública e privada,  com hospedagem dedicada com um mecanismo de segurança que combina a troca de uma nuvem para a outra. Esta é a melhor maneira de armazenar o workload correto na infraestrutura de hospedagem correta. A nuvem Híbrida oferece a flexibilidade de utilizar o tipo que melhor se adequa à arquitetura e aos aplicativos. A escolha do melhor tipo de nuvem para a sua empresa é essencial para o sucesso dos negócios.
6. Fique atento ao aplicativo migrado
Você deve ser exigente ao decidir quais aplicativos ou funções deverão ser migrados para a nuvem e quais os níveis de segurança exigidos para cada um deles. Lembre-se: sua entidade está representando uma série de empresas e, muitas vezes, setores produtivos bastante relevantes e importantes. Ou seja, o que está em jogo é a imagem do setor e das empresas que dele fazem parte. Certifique-se de que o provedor com quem você está trabalhando possui experiência em integração. Isto pode ser um elemento essencial para garantir que os seus serviços de nuvem funcionem de maneira eficiente e segura. Nunca utilize uma solução em nuvem sem firewalls e nunca administre serviços na Internet Pública. Não utilize uma solução que se utilize deste tipo de acesso e certifique-se de possuir conexão VPN com o seu provedor de nuvem, pois isso aumentará a segurança da sua rede. Desta forma, você terá mais certeza de que o serviço de nuvem está operando como uma extensão da sua rede.
7. É preciso utilizar a automação
A nuvem pode ser considerada uma segunda camada de armazenamento mais barata e mais flexível. Uma fonte de armazenamento para onde você pode enviar dados que não são acessados com frequência, que precisam ser armazenados por longos períodos, que são utilizados para recuperação de desastres, etc… No entanto, esta movimentação de dados para a nuvem deve ser feita de forma automatizada e transparente para os aplicativos. Utilize ferramentas que podem, por exemplo, mover arquivos baseados em políticas automatizadas que levem em conta o período de tempo durante o qual esses arquivos não estão sendo acessados e a sua idade. Arquivos velhos, mas que ainda são importantes, são bons candidatos para a nuvem.

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