Havia espaço para redução maior da Selic, aponta Sindipeças

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Em virtude da resiliência da crise e da ancoragem das expectativas inflacionárias para 2017 e nos próximos anos, o mercado esperava queda mais forte, de 1,25 p.p. De acordo com o assessor de economia da entidade, a recente comunicação ao mercado sinaliza também que o ritmo de queda da taxa básica de juros será menor daqui para frente. “Em que pese a flexibilização da política monetária ser um fator importante para a retomada do crescimento da economia, há elementos, para além da velocidade de aprovação das reformas, que ofereceriam motivações para o Banco Central reduzir a taxa em 1,25 p.p”, aponta Carlos Eduardo Cavalcanti.
“A taxa real de juros no Brasil permanece elevada, ao redor de 6% ao ano, o que inviabiliza várias decisões de investimento. Se o ritmo de queda da inflação se mantiver (IPCA de 3,80% no final do ano) e o Banco Central não interromper subitamente o relaxamento monetário, há a possibilidade de o ambiente de negócios no Brasil conviver com juros reais próximos de 4% ao ano. Enquanto os juros não estiverem em patamar competitivo, dificilmente a taxa de investimento – variável-chave para os próximos anos – atingirá percentual superior a 20%, de tal modo a garantir que o crescimento anual se sustente acima de 3%”, afirma o economista do Sindipeças.

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