Intenção de consumo das famílias paulistanas cai 2,7% em 15 dias após nova crise política

Em maio, excepcionalmente, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) calculou o Índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) paulistanas em dois períodos distintos. De acordo com as entrevistas feitas com 1,1 mil pessoas no dia 10 de maio (antes da delação envolvendo lideranças políticas nacionais), o ICF atingiu 78,8 pontos. Já em 25 de maio (após o evento), em uma nova coleta com outros 1,1 mil consumidores, o ICF marcou 76,7 pontos, uma queda de 2,7% em um intervalo de 15 dias. Essa pesquisa capta, portanto, o efeito imediato sobre os consumidores e seus comportamentos.
Entre as famílias com renda acima de dez salários mínimos, a queda na intenção de consumo foi maior (-8,3%), passando de 89,5 (10/5) para 82 pontos (25/5); ao passo que, entre as menos abastadas, a intenção de consumo praticamente não se alterou (-0,3%), alcançando 74,8 pontos em 25 de maio, ante os 75,1 pontos em 10 de maio. De acordo com a assessoria econômica da FecomercioSP, em grande parte isso se deve ao fato de que o patamar de intenção de consumo das famílias de menor renda já está muito baixo, sendo difícil fazer novos cortes em seu padrão de consumo, que se limita apenas ao básico.
O Índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) é apurado mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) desde janeiro de 2010, com dados de 2,2 mil consumidores no município de São Paulo.

Seja o primeiro a comentar

Deixe uma resposta