Lições de inovação nas entidades

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O que sua associação pode fazer com US$10.000? Esta é a pergunta feita pela ASAE (American Society of Association Executives, ou Sociedade Americana de Executivos de Associações, em tradução livre), entidade com sede em Washington, nos Estados Unidos, e que reúne mais de 35 mil executivos que representam mais de 7.400 entidades. Pelo quinto ano consecutivo, a ASAE oferece um programa de apoio à inovação, não apenas beneficiando projetos diferenciados e inovadores para a indústria e a entidade que a representa, mas, e principalmente, que possam servir de modelo para serem replicados em outras associações. Ao todo, são selecionados projetos de 20 associações anualmente.
Entrevistas recentes com os executivos à frente destes projetos trazem dicas importantes de como as entidades tratam a inovação, tanto do ponto de vista das etapas e processos quando das mudanças de cultura de suas organizações. Veja abaixo os principais pontos levantados pela ASAE:
    1. A inovação acontece quando as pessoas trabalham juntas. Repetidamente, os líderes dos projetos usaram a palavra “nós” ao descreverem como a iniciativa foi desenvolvida. Os projetos foram quase sempre esforços colaborativos entre o time da associação (funcionários e voluntários) e equipe de parceiros externos.
    2. Na maior parte dos casos, formou-se um grupo para discutir a potencial inovação. Esses grupos assumiram várias formas, como um conselho de voluntariado permanente ou um painel de especialistas. A forma como eles trabalharam juntos também variou: desde a convocação de reuniões regulares até o uso de um processo formal de desenvolvimento de produtos. Independentemente dos detalhes, os líderes acharam útil, e até necessário, criar processos claros para explorar a inovação.
    3. A inovação vem do diálogo e pressupõe uma grande abertura e a expansão da rede de relacionamento. Ouvir alguém novo – seja um jovem contratado, um novo executivo sênior ou um voluntário – fornecerá uma importante nova perspectiva. Quando esse tipo de troca se torna parte da cultura organizacional, novas ideias e propostas criativas são exploradas sem receio.
    4. A inovação requer alguma tomada de risco. Não há como seguir algo novo e potencialmente desafiador sem aceitar algum risco. E o risco não deve ser uma barreira. Os líderes dos projetos vencedores apontaram que as associações deveriam “recrutar lideranças e equipes corajosas, dispostos a correr riscos para explorar possibilidades inovadoras”.
    5. A inovação envolve desafiar as normas, o que pode levar as pessoas para fora de suas zonas de conforto. O líder de um projeto deve efetivamente comunicar metas e resultados potenciais para ajudar o restante do time e os demais executivos da entidade a se sentirem capacitados e não ameaçados por novas propostas.
    6. Inovação leva tempo e exige flexibilidade. Líderes e funcionários dedicados a desenvolver algo novo devem ter tempo para pensar nas ideias e serem resilientes.
    7. Alguns times disseram que foi preciso repensar os planos e até mesmo recomeçar do zero. Os primeiros passos da execução podem revelar lacunas no plano, apresentar dados que não são os esperados ou enfrentar complicações inesperadas. Isso faz parte do processo e deve ser visto como uma oportunidade para os líderes fazerem uma pausa e examinarem outras abordagens e soluções potenciais. Ou seja, é uma chance para pensar diferente, para inovar.

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