Conheça os maiores entraves às exportações brasileiras

Leia também

Pesquisa Global aponta que 79% das pessoas acreditam que infraestrutura será base da recuperação pós-Covid

Um levantamento publicado nesta semana globalmente pelo Ipsos com a Associação Global do Investidor em Infraestrutura ( GIIA, na sigla em inglês)  mostra que...

Estudo aponta pessimismo e falta de inovação de empresas brasileiras

Um estudo global realizado pela Nielsen, em parceria com a McKinsey mostra que as empresas na América Latina — incluindo o Brasil — ainda...

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) decidiu mapear todos os fatores que atrapalham as exportações das empresas brasileiras. O resultado dessa ampla radiografia, realizada a partir das informações coletadas com 589 companhias nacionais que vendem ao mercado externo, aparece na pesquisa “Desafios à Competitividade das Exportações Brasileiras”, publicado pela entidade nesta segunda-feira (3/12).
Os entraves, é claro, não são poucos. A pesquisa da CNI os dividiu em oito diferentes categorias: macroeconômicos; institucionais e legais; burocráticos, alfandegários e aduaneiros; acesso a mercados externos; tributários; mercadológicos e de promoção de negócios; logísticos; e internos das empresas.
Conheça abaixo o que mais atrapalha as vendas das empresas brasileiras ao exterior em cada um desses campos.
Entraves macroeconômicos
Uma taxa de câmbio desfavorável às exportações 37,3% e a cobrança de juros elevados nas linhas de financiamento ao investimento (33,8%) são problemas considerados críticos pelas empresas exportadoras no aspecto macroeconômico.
Entraves institucionais e legais
Quase 40% das empresas apontam serem afetadas pela ineficiência do governo para solucionar entraves internos às exportações e 36%, pelo complexo arcabouço legal do comércio exterior. No Centro-Oeste, o percentual de exportadores que considera muito críticos aspectos ligados à ação governamental, ao arcabouço legal e à divulgação dos regimes aduaneiros aumenta chega a ser até 25 pontos percentuais acima da média nacional.
Entraves burocráticos, alfandegários e aduaneiros
Mais da metade dos exportadores sofre impacto das tarifas portuárias e aeroportuárias, e 42% se queixam das taxas cobradas por órgãos anuentes. Poucas empresas conhecem e utilizam o Programa Operador Econômico Autorizado, segundo o levantamento.
Entraves de acesso a mercados externos
Os exportadores são críticos à capacidade do governo de eliminar barreiras comerciais em terceiros países e têm interesse em acordos de comércio com os Estados Unidos e a União Europeia. Ao todo, 31% das empresas consideram crítica a baixa eficiência governamental para a superação das barreiras de acesso ao mercado externo. Uma parcela de 21,5% delas se sente afetada pela ausência de acordos comerciais com os mercados de atuação. Esses percentuais sobem para 50,5% e 43,9%, respectivamente, no Centro-Oeste.
Entraves tributários
Mais de um terço das empresas considera o peso dos tributos nos produtos exportados como algo crítico. O Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários para as Empresas Exportadoras (Reintegra) é utilizado por 28% delas, e 30% não utilizam nenhum instrumento de redução tributária.
O Reintegra foi criado em 2011 com o objetivo de devolver parcial ou integralmente o resíduo tributário remanescente na cadeia de produção de bens exportados. As empresas exportadoras têm direito a um crédito tributário de 0,1% sobre a receita auferida com a venda de bens ao exterior.
Entraves mercadológicos e de promoção de negócios
Os principais serviços de apoio à internacionalização utilizados pelos exportadores são estudos de inteligência comercial e iniciativas para promoção de negócios. Ao todo, 43% das empresas indicam ter dificuldades de oferecer preços competitivos nas exportações.
Entraves logísticos
Os elevados custos dos transportes doméstico e internacional são críticos para as exportações de 40% das empresas.
Entraves internos das empresas
Neste grupo, o entrave que foi considerado um pouco mais relevante foi a baixa disponibilidade de capital para exportar (19,3%). Há empresas que consideram também que a ausência de foco no processo de exportação (9,5%), a falta de profissionais qualificados (5,7%), a limitada capacidade produtiva (5,7%) e a baixa utilização das ferramentas de capacitação em comércio exterior (5,7%) impactam muito o seu processo de exportação.

- Publicidade -

Outras notícias

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

- Publicidade -

Mais recentes

Live commerce movimenta US$ 157 bi e emprega 1,7 milhão na China

Que a pandemia turbinou o aumento das vendas online em todo mundo não é nenhum segredo. Mas, para os muitos que afirmam que isso...

Pesquisa Global aponta que 79% das pessoas acreditam que infraestrutura será base da recuperação pós-Covid

Um levantamento publicado nesta semana globalmente pelo Ipsos com a Associação Global do Investidor em Infraestrutura ( GIIA, na sigla em inglês)  mostra que...

Por sustentabilidade, Harley-Davidson lança bicicletas elétricas

Poucas coisas no mundo dão mais a sensação de liberdade que uma moto, especialmente se ela for uma Harley-Davidson. Mais que uma marca, a...

Estudo aponta pessimismo e falta de inovação de empresas brasileiras

Um estudo global realizado pela Nielsen, em parceria com a McKinsey mostra que as empresas na América Latina — incluindo o Brasil — ainda...

Aalbers, da Control Risks: Investidores mais cautelosos no Brasil por corrupção

Geert Aalbers, sócio da Control Risks e que dirige a companhia no Brasil e Cone Sul, afirma que a piora no cenário do combate...