Em uma economia ainda fraca, um setor cresceu com vigor em 2018: as farmácias

O desempenho da economia brasileira ainda está aquém do desejável – o crescimento em 2018 foi de apenas 1,3%, de acordo com a projeção mais recente do Fundo Monetário Internacional -, mas um setor em particular tem tido um desempenho que destoa dessa lentidão: o das farmácias. No ano passado, as farmácias faturaram R$ 120,3 bilhões, montante 11,7% maior que o de 2017, quando as vendas foram de R$ 107,6 bilhões, segundo o instituto de pesquisas IQVA.
“O mercado farmacêutico vem crescendo de forma sistemática na faixa de dois dígitos e muito acima do PIB. Em 2017, o aumento já tinha sido de 12%. O dado é realmente muito positivo e mostra que esse mercado continua a ser promissor”, diz, em comunicado, Edison Tamascia, presidente da Federação Brasileira das Redes Associativistas e Independentes de Farmácias (Febrafar).
Tamascia acredita que o ritmo de crescimento de dois dígitos será mantido neste ano. Para o mercado farmacêutico em geral, ele projeta avanço de cerca de 10%, e para as chamadas redes associativistas – que integram a Febrafar -, de 20%.
“Para 2019, existem alguns paradigmas a serem desvendados em função de um novo governo, com proposta diferente e algumas incertezas. De qualquer forma, devemos ter um PIB melhor do que os últimos quatro anos, com uma economia mais pujante. Tirando essa questão, não se deve ter muita modificação nos rumos atuais do mercado”, avalia.
Ele acredita que o crescimento só será consistente se ocorrer em função da profissionalização das redes, e não apenas da abertura de novas lojas. O avanço do setor não é uniforme. Assim, diz Tamascia, só devem se destacar as farmácias que buscarem acompanhar a evolução do mercado em quesitos como qualidade nos serviços.

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