Abiplast: após 2018 fraco, indústria do plástico estima crescer 2,5% em 2019

Depois de registrar em 2018 um desempenho abaixo do esperado, a indústria do plástico brasileira espera que sua produção física cresça 2,5% em 2019. No ano passado, a produção física aumentou apenas 0,8%, segundo os dados da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF), divulgados na última sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
“Essa projeção [para 2019] ainda é conservadora, considerando que esperamos melhorias estruturais para a economia, como as que vêm sendo anunciadas pelo novo governo. O pior momento para a indústria já ficou para trás”, diz, em nota, José Ricardo Roriz Coelho, presidente da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast). “Acreditamos que 2019 será de continuidade de uma recuperação lenta da indústria.” Se mantido o ritmo atual, a produção do segmento só voltará aos níveis pré‐crise em 2023.
O resultado abaixo do esperado em 2018 é explicado em parte pelo desempenho negativo registrado em segmentos que são grandes consumidores de plástico, como o de alimentos (-5,1%) e o de bebidas (-0,1%). Além disso, a realização da Copa do Mundo e das eleições, momentos que normalmente desaceleram a atividade, também afetaram para o resultado.
“Com a paralisação logística em maio, houve uma quebra nesse ritmo já lento de recuperação, e a tendência de crescimento que havia até então se converteu em estagnação. Novembro e dezembro também foram meses muito ruins de desempenho, sendo este último um mês de retração para praticamente todas as atividades econômicas”, explicou o dirigente.
Segundo a Abiplast, na indústria de transformação, a fabricação de produtos de material plástico é a quarta maior empregadora. Além disso, informa a entidade, dos cinco maiores empregadores, o segmento é o que paga os melhores salários.
Em 2018, no entanto, o número de vagas ficou praticamente estagnado: foram criados apenas 483 novos postos, uma alta de 0,2% em relação ao ano anterior – o setor encerrou o ano com 312,9 mil trabalhadores. Para 2019, a expectativa é crescer 2,2%, com a geração de 6,8 mil novos empregos.

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