PIB cresce 1,1% em 2018; agropecuária patina e setor de serviços lidera avanço

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Em mais um ano de fraco desempenho da economia, o setor de serviços foi o principal destaque do país em 2018. O Produto Interno Bruto (PIB) fechou o ano passado com crescimento de 1,1%, totalizando R$ 6,8 trilhões, segundo os dados divulgados nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
“Um crescimento perto de 1% é um resultado muito fraco se considerarmos o que se esperava ao longo do ano”, disse à BBC a economista Silvia Matos, que coordena o Boletim Macro, do Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV). No início de 2018, alguns economistas chegaram a projetar crescimento no ano superior a 3%.
O setor de serviços, que responde por 75,8% do PIB, cresceu 1,3% em 2018 e foi o que mais contribuiu para o avanço da economia ao registrar taxas positivas em todas as sete atividades pesquisadas, de acordo com o IBGE. Atividades imobiliárias, que cresceram 3,1%, e comércio, 2,3%, foram os ramos que mais influenciaram o desempenho do setor.
“Essas atividades foram beneficiadas por um mercado mais estabilizado, aliadas à inflação mais controlada e ao desemprego ligeiramente menor que o do ano passado”, disse a gerente de Contas Nacionais do IBGE, Cláudia Dionísio, informa a Agência Brasil.
Praticamente inalterada em relação a 2017, a agropecuária cresceu apenas 0,1% em 2018. A indústria, por sua vez, avançou 0,6%. O PIB per capita variou 0,3% em termos reais, chegando a R$ 32.747, e a taxa de investimento foi de 15,8% do PIB, abaixo do observado em 2017 (15%).
Ao crescer 1,1%, o PIB – soma de todos os bens e serviços produzidos no país – repetiu o ritmo de 2017, que interrompeu dois anos seguidos de queda. O PIB per capita variou 0,3% em termos reais, alcançando R$ 32.747 em 2018.

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