Comércio eletrônico: o que a ABComm diz sobre a privatização dos Correios

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O governo federal está analisando a ideia de privatização dos Correios, uma medida que, se for levada adiante, terá impactos diretos sobre o comércio eletrônico brasileiro. E o que diz sobre essa possibilidade a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm)? A entidade é a favor da venda da estatal e espera que, com isso, haja uma melhora operacional nos serviços da empresa.
“O alcance dos Correios representa um custo-benefício ainda muito bom para boa parte dos e-commerces no país”, diz Maurício Salvador, Presidente da ABComm. “Os micro e pequenos empreendimentos ainda são muito dependentes dele.”
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Segundo o dirigente, a entidade é a favor da privatização há, pelo menos, quatro anos, e há uma expectativa de que o serviço melhore se for privatizado. “No Brasil, todos os casos de privatização trouxeram consigo melhorias operacionais significativas para o serviço”, avalia ele, segundo registro do site Olhar Digital. “Já está claro que o governo não tem competência para administrar empresas.”
Salvador diz que a ABComm tem procurado mobilizar seus associados em torno da privatização. Para ele, apesar de os serviços dos Correios terem melhorado muito no decorrer de 2018, ainda passam bem longe do que pode ser considerado ideal. “Acreditamos que a privatização possa trazer esse benefício.”
Salvador concorda que localidades mais afastadas, de difícil acesso, não podem deixar de ser atendidas em uma eventual venda da estatal. “Os termos do edital ainda não foram definidos, mas quem entrar na concorrência deve saber que esses municípios não podem ficar sem atendimento. Os termos da privatização devem ser bem claros nesse sentido”, afirma.
Mesmo assim, quando se fala em vendas online, 80% delas estão concentradas em 20% dos municípios brasileiros, de acordo com a ABComm. “Com a privatização, espera-se que essas passem a chegar mais rápido e com mais qualidade — ou seja, com menos extravios e menor ocorrência de avarias.”

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