Para entidade do setor de base florestal, desmatar a Amazônia é 'irresponsável'

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A indústria brasileira de base florestal, da qual fazem parte produtores de celulose e papel e painéis de madeira, entre outros segmentos, posicionou-se publicamente em defesa da Amazônia, na esteira da crise internacional causada pelo aumento dos incêndios nas últimas semanas. Em carta aberta, assinada pelo presidente Paulo Hartung, a Indústria Brasileira de Árvores (Ibá), associação que representa o setor, alerta que o desmatamento e os incêndios ilegais na Amazônia vão ter alto custo para o país.
No documento, Hartung afirma que as ações de desmatamento na floresta “são irresponsáveis e não representam a mentalidade de um mundo moderno, conectado com a bioeconomia, que tanto buscamos e vai custar caro ao Brasil, para o mundo e para as próximas gerações”.
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A Ibá, que tem entre seus associados empresas como Suzano, Klabin, Eldorado e Duratex, ressalta que todo papel produzido no Brasil tem origem em áreas cultivadas para esse fim. “No Brasil, temos 7,8 milhões de hectares de árvores plantadas comumente cultivadas em terras antes degradadas”, diz a entidade, lembrando que as plantações recebem certificações de origem.
“Acreditamos no potencial de desenvolvimento da região e do seu povo com modelos econômicos sustentáveis que não dependam da alteração da cobertura florestal”, diz a carta. Segundo a Ibá, para cada 1 hectare plantado com árvores para fins industriais, outro 0,7 hectare é conservado.
A associação informa que há 5,6 milhões de hectares de áreas naturais protegidas, superando o exigido pela regulamentação nacional. “Estima-se que o estoque de CO2 equivalente do segmento, incluindo área cultivada e conservada, seja de 4,2 bilhões de toneladas.”
Na carta, a entidade lembra que a indústria que ela representa é a quarta maior exportadora da balança comercial brasileira e fez parte do trabalho de construção de uma atuação que alia produção com conservação. “Não podemos permitir que anos de trabalho do setor privado, da academia, de pesquisadores, de ambientalistas e de todos nós brasileiros sejam jogados fora (…) Precisamos, juntos, discutir e propor soluções urgentes, sem levar o debate para o lado do partidarismo ou viés ideológico”, completa a Ibá.

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