Em pesquisa, associação detecta que, na verdade, brasileiros comem pouco arroz

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O arroz é um dos itens mais presentes no cardápio dos brasileiros, mas a verdade é que o consumo nacional por pessoa está bem abaixo do registrado em boa parte do mundo. Segundo um levantamento feito pela empresa de pesquisa Euromonitor a pedido da Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz), cada brasileiro come, em média, 34 quilos do cereal por ano, um volume que tem se mantido mais ou menos estável desde pelo menos a década passada.
De acordo com estatísticas internacionais, em volume total, o Brasil, além de ser o líder no hemisfério ocidental, aparece entre os dez maiores consumidores do mundo – a China encabeça a lista. No entanto, na comparação do consumo per capita, o país não figura nem entre os 50 maiores do planeta. Nesse comparativo, o primeiro lugar é ocupado por Bangladesh, com 173 quilos de arroz ingeridos por habitante por ano.
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“A pesquisa é um pouco alarmante porque mostrou um número de 34 quilos por habitante ao ano, e o principal motivo disso (baixo volume por pessoa) é a falta de conhecimento”, diz Camila Pilownic Couto, coordenadora do Programa de Valorização do Arroz (Provarroz). O programa é uma iniciativa do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), que debateu os dados da pesquisa nesta terça-feira (27/8). O Rio Grande do Sul é o maior produtor brasileiro do cereal.
A “falta de conhecimento” mencionada pela especialista foi um dos pontos mencionados no estudo da Abiarroz. De acordo com a entidade, o segmento precisa intensificar o trabalho de informar os consumidores sobre os valores nutricionais do arroz e de vantagens comparativas que incluem a alta disponibilidade de diferentes tipos do cereal e a ausência de glúten, o que permite seu ingestão tanto por celíacos (pessoas que têm intolerância a esse composto de proteínas) quanto por quem eliminou esse componente da dieta.
Segundo a pesquisa da associação, a demanda por arroz segue estável no país, com previsão de leve alta, de 0,2%, ao ano. O Sudeste é a principal região consumidora em volume, enquanto o Centro-Oeste tem o maior consumo per capita, com 40 quilo por pessoa ao ano.

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