Entidade que une agronegócio e ambientalistas pede controle de desmatamento

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A Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura vai entregar nesta quinta-feira (29/8) um manifesto ao presidente Jair Bolsonaro em que pede que se retome o controle do desmatamento para garantir que o Brasil possa ser um “líder agroambiental”. Criada em 2015, a entidade reúne mais de 200 representantes do agronegócio, de organizações de defesa do meio ambiente, da academia e do setor financeiro.
O grupo frisa que mais de 90% do corte de floresta na Amazônia é ilegal. “O atual governo deve tomar as medidas necessárias, uma vez que tem a sua disposição o aparato miliar e policial e, por isso mesmo, deve ser uma referência no combate à ilegalidade”, diz a Coalizão, segundo registra o Estadão Conteúdo.
LEIA TAMBÉM:
– Para entidade do setor de base florestal, desmatar a Amazônia é ‘irresponsável’
– Para diretor da CNA, repercussão de queimadas tem ‘interesse político’
– Associação do Agronegócio prevê boicote ao Brasil por destruição da Amazônia
– Por que as associações precisam começar a falar sobre o desmatamento no país
A manifestação ocorre num momento de disparada no desmatamento da Amazônia e de alta no número de queimadas na região. Alertas feitos pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) indicam que o corte da floresta subiu entre agosto do ano passado e julho deste ano. Monitoramento aponta alta de quase 50% no desmatamento em relação aos 12 meses anteriores.
“Já vivemos períodos em que uma queda significativa do desmatamento se deu em meio a um ciclo de saltos de produtividade na agropecuária. Esse histórico mostra que não é necessário desmatar para aumentar a produção agrícola. O agronegócio está sendo prejudicado por quadrilhas que atuam na ilegalidade, manchando a reputação do setor, aumentando a insegurança jurídica e a concorrência desleal para produtores e empresas”, aponta o manifesto.
Fazem parte da Coalizão empresas como Amaggi, Bayer, Cargill, Carrefour e Klabin, além de entidades como a Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) e Sociedade Rural Brasileira (SRB) e as principais ONGs ambientais do país. O grupo pede que o governo crie “incentivos para quem cumpre a lei, controlando ações criminosas e incrementando a vigilância sobre atividades clandestinas”.

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