Por que o Brasil segue entre os piores países em competitividade digital

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O Brasil segue entre os últimos lugares do ranking global de competitividade digital elaborado pela escola de negócios suíça IMD. Na nova edição da lista, divulgada na última semana, o país aparece novamente na 57ª posição, de um total de 63, sua pior colocação desde que o ranking foi criado, há cinco anos.

Por que o país vai tão mal nesse comparativo? A falta de mão de obra qualificada, de investimentos e de agilidade nos negócios estão entre os fatores que mantêm o Brasil nos últimos lugares do ranking, que tem a Fundação Dom Cabral entre as parceiras da IMD no trabalho.

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Para elaborar o estudo, foram analisados três fatores: “Conhecimento”, que significa a capacidade do país de entender e aprender novas tecnologias; “Tecnologia”, que é a competência para desenvolver inovações digitais; e “Preparação para o Futuro”. Do ano passado para este, o Brasil melhorou em “Conhecimento” e “Preparação para o Futuro”, mas ficou estagnado em “Tecnologia”.

O Brasil subiu três posições, do 62º para o 59º lugar, no fator “Conhecimento”, que engloba a oferta de profissionais qualificados e a qualidade na sua formação. O país já chegou a ficar na 54ª posição neste item em 2016.

O subitem em que o Brasil mais se destacou foi “Concentração científica”, no qual o avanço foi de dez posições do ano passado para este. Esse é o primeiro estágio da cadeia de inovação e revela a capacidade do país de gerar conhecimentos que possam gerar novas tecnologias e, eventualmente, inovação.

Outro fator de destaque é o nível relativamente alto de investimento público em educação. O Brasil está entre os oito que mais investem no setor e entre os 30 que mais investem por aluno.

O investimento brasileiro em educação corresponde a 6% do PIB, mas a maior parte desse valor vai para o ensino superior e a pós-graduação. Isso é o oposto do que ocorre em países desenvolvidos, nos quais a maior parte dos recursos costuma ir para a educação básica.

Para avançar em competitividade digital, o trabalho passa por melhorar a qualificação de mão de obra interna e da legislação digital, de acordo com o professor José Caballero, economista sênior do ranking global de Competitividade Digital do IMD.

“As empresas estão com dificuldades de encontrar trabalhadores qualificados (…) e a digitalização encontra problemas para avançar com a legislação local e com um setor privado pouco encorajado”, afirma. Ele destaca que o Brasil é penúltimo lugar do ranking no item “Talentos”, que corresponde à mão de obra qualificada.

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