Por que a indústria do luxo é a que mais cresce no ranking global de marcas

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Apple, Google e Amazon são, nesta ordem, as três marcas mais valiosas do mundo, segundo a nova edição do ranking elaborado pela consultoria Interbrand. O desempenho do trio o manteve nas mesmas posições do ano passado. Além disso, Apple (avaliada neste ano em US$ 234,24, ou 9% a mais que em 2018) e Google (crescimento de 8%, com o valor da marca estimado em US$ 167,71 bilhões) seguem nos dois primeiros lugares há sete anos.

Se não há surpresa na parte de cima do ranking, dominado por empresas de tecnologia, há desempenhos que saltam aos olhos quando se avalia o relatório mais de perto. Um deles é o forte avanço da indústria do luxo. Esse segmento foi o que mais ganhou representantes na edição deste ano da lista da Interbrand, com nove marcas entre as 100 primeiras colocadas. Em média, o valor dessas marcas cresceu 11% de um ano a outro.

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A marca de luxo mais valiosa continua sendo a Louis Vuitton, segundo o relatório da Interbrand, publicado nesta quinta-feira (17/10). Avaliada em US$ 32,22 bilhões, ou 14% a mais que em 2018, ela ficou na 17ª posição geral.

E o que explica esse avanço do setor? Segundo a Interbrand, as marcas mais bem-sucedidas dessa indústria são as que se adaptaram às rápidas mudanças no perfil dos consumidores. Isso inclui o redirecionamento para uma base de consumidores mais jovem, cujos gostos pendem mais para o chamado streetwear. Esses consumidores também aliam hábitos de compra e tecnologia e valorizam muito os momentos compartilháveis (ou “instagramáveis”) em suas experiências com o varejo físico.

“As marcas da indústria do luxo que acertaram o passo e se adaptaram aos novos tempos estão indo bem. As que demoraram mais para adotar o novo paradigma estão com dificuldades para se manter relevantes”, diz o relatório.

No segmento, não por acaso o caso mais emblemático de adaptação às mudanças dos hábitos de consumo e do perfil do público é o da Gucci, a marca que mais se valorizou neste ano. Segundo o relatório, entre 2018 e 2019, o valor da marca subiu 23%, para US$ 15,94 bilhões, o que a colocou na 33ª posição geral.

Essa constatação pode ajudar a dar um norte mais claro para executivos, investidores e profissionais de marketing sobre para que lado o universo do consumo está apontando. “Os ventos da mudança podem ter mudado o rumo de algumas empresas de varejo”, diz o relatório, “mas as marcas com foco total no cliente estão conseguindo navegar com facilidade”.

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