BRF vai em busca de cientistas para combater desperdício de comida

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A BRF decidiu tirar do papel um plano antigo de se aproximar de universidades e cientistas para desenvolver projetos ligados a segurança alimentar e ao combate ao desperdício de comida. A ideia ganhou forma com o Emerge Labs BRF, iniciativa com a qual a companhia quer estreitar laços com o público acadêmico e desenvolver cientistas empreendedores.

O programa vai selecionar 16 projetos de autores brasileiros que tenham tecnologias criadas por meio de pesquisas científicas e voltadas à redução de desperdício e à melhoria da segurança alimentar. Podem participar estudantes e pesquisadores de graduação, mestrado, doutorado ou pós-doutorado e também empreendedores e gestores. Não há restrição de nível de especialidade. As inscrições vão até esta sexta-feira (6/12) e podem ser feitas neste site.

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Os vencedores vão integrar o programa, que começa em janeiro. A programação, que se estenderá até março do ano que vem, inclui encontros online e presenciais, em São Paulo. A BRF vai oferecer de dois a cinco funcionários da empresa para trabalhar lado a lado com os cientistas.

Durante a elaboração do programa, a BRF e a Emerge – organização que ajuda a fomentar e fortalecer a inovação de base científica orientada ao mercado no Brasil – mapearam os projetos feitos pelos acadêmicos e descobriram que o Brasil é o segundo país com o maior produção de artigos científicos na área de redução de desperdício. O problema, na análise dos criadores do Emerge Labs BRF, é que muitas dessas iniciativas não estão saindo das universidades.

O programa da BRF é o segundo do qual a Emerge participa. O primeiro foi com a farmacêutica Eurofarma, que teve inscrição de 50 cientistas. Agora, no projeto da BRF, eles vão buscar tecnologias para processos industriais relacionados a embalagens, novos materiais, biotecnologia e biossegurança, nanotecnologia, inteligência artificial, blockchain, internet das coisas (indústria 4.0), logística, criação ou plantio, tempo de prateleira dos produtos, aditivos e ingredientes, entre outros, segundo informa o jornal O Estado de S. Paulo.

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