Oito em cada dez CEOs têm vagas, mas não acham candidatos qualificados

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A falta de profissionais qualificados para preencher vagas nas empresas é um problema crescente no Brasil, mas o problema é global. Segundo uma pesquisa da consultoria e auditoria PwC, 79% dos CEOs de todo o mundo citam a falta de profissionais com as habilidades que as companhias procuram como uma de suas maiores preocupações. Em 2012, apenas 53% dos executivos citavam esse temor.

O impacto da falta de mão de obra qualificada aparece nos resultados das empresas. Segundo a pesquisa, 55% dos CEOs dizem que suas organizações não são capazes de inovar efetivamente por causa disso. Além disso, 52% dos entrevistados afirmam que os custos com folha de pagamento têm subido mais do que o esperado.

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O déficit é sentido também no atendimento aos clientes: dos executivos ouvidos pela PwC, 47% dizem que o padrão de qualidade na experiência do usuário é afetada. Outros efeitos citados são incapacidade de perseguir oportunidades de mercado e não alcançar as metas de crescimento.

A situação se agrava no momento em que as companhias tentam se adequar ao mundo digital. “As organizações e os principais executivos têm se preocupado com inovação e transformação digital, o que envolve uma mudança de cultura. Mas quanto mais vão atrás disso, mais percebem um entrave”, afirma Sergio Alexandre, sócio da PwC Brasil. “Existe um número limitado de profissionais no mercado treinados, preparados e capacitados para isso”.

No Brasil, o tema é ainda mais crítico, diz ele. “Nosso modelo educacional ainda não prepara pessoas para essa nova realidade. O elevado desemprego entre os jovens demonstra que não estamos educando essas pessoas para trabalharem com os métodos ágeis”. Outro entrave, segundo o executivo, é que o mercado brasileiro ainda confunde inovação e tecnologia.

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