Após dez anos de pesquisa, Harvard aponta a chave para o sucesso na carreira

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Levou uma década de trabalho e a análise minuciosa dos dados da população de um país inteiro, mas pesquisadores de Harvard acreditam ter finalmente desvendado a chave para o sucesso profissional. Mais do que qualquer outro aspecto, a escolha dos colegas de trabalho certos é o que mais ajuda a impulsionar uma carreira bem-sucedida, segundo os pesquisadores.

Publicado em dezembro, o estudo foi feito com base em dados da população da Suécia – como nível educacional e atividades exercidas pelos pelos profissionais – colhidos ao longo de dez anos. O cruzamento das informações mostrou que colegas de trabalho com habilidades e educação complementares ganhavam salários mais altos – e que esses salários aumentavam ainda mais para os trabalhadores com colegas de equipe que tinham poucas habilidades semelhantes às suas.

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“O valor do que uma pessoa sabe depende de com quem ela trabalha”, escrevem os pesquisadores. “Ter colegas de trabalho com qualificações semelhantes às suas é caro.”

A partir do estudo, é possível entender melhor questões como por que os salários são, em média, mais altos em grandes cidades e em empresas de maior porte e por que o desempenho das pessoas com mesmos graus de escolaridade varia tanto. O raciocínio, em resumo, é que os salários não pagam pelo valor das pessoas, e são, isso sim, uma recompensa pelo valor de seu trabalho no contexto em que elas estão atuando.

A conclusão do estudo é perceptível no cotidiano, seja qual for o nível de formação dos profissionais. Médicos anestesistas, por exemplo, que costumam ter remunerações elevadas, sempre integram uma equipe cirúrgica com habilidades complementares. Profissionais da área de limpeza, que ganham pouco, têm colegas de trabalho cujas habilidades podem facilmente substituir as suas, mas pintores de parede – que, assim como os da área de limpeza, via de regra não têm educação formal tão extensa quanto um anestesista – podem ganhar mais do que a média de sua atividade quando integram uma equipe de construção especializada formada por pedreiro e carpinteiro, como exemplifica a Fast Company.

O estudo tem grandes implicações para a sua carreira: a educação é particularmente recompensadora para profissionais que estarão em equipes com colegas que têm formação em campos complementares. Assim, em sua próxima busca por emprego, opte por uma posição em que você não trabalhará em uma multidão de colegas semelhantes – isso, claro, se, no Brasil dos 12 milhões de desempregados (e outros tantos que não aparecem nas estatísticas simplesmente porque desistiram de procurar), você tiver a opção de escolher.

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