A rica trajetória empresarial de Kobe Bryant, astro da NBA morto em desastre aéreo

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Kobe Bryant, um dos maiores nomes da história da NBA, a liga de basquete profissional dos Estados Unidos, morreu neste domingo (26/1), aos 41 anos, em um acidente de helicóptero ocorrido na Califórnia. Nove pessoas morreram na tragédia, entre elas uma das quatro filhas do ex-atleta, Gianna “GiGi” Bryant, de 13 anos.

Para além de sua trajetória como um dos maiores nomes da história do esporte, o astro havia se estabelecido também como um empreendedor e investidor de peso nos EUA. Suas tacadas empresariais ganharam projeção depois que ele deixou as quadras, em 2016, mas começaram ainda quando ele atuava pelo Los Angeles Lakers, única equipe que ele defendeu ao longo de toda a sua carreira.

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Em 2013, Bryant ingressou no mercado de capital de risco, em uma parceria com o empreendedor, investidor e cientista Jeff Stibel. Em 2016, a dupla criou a Bryant Stibel. A empresa de investimentos administra um fundo de US$ 100 milhões, utilizado para impulsionar companhias dos setores de tecnologia, mídia e dados.

E não se tratava do capricho de um diletante, uma aposta errática de um milionário recém-aposentado. Kobe Bryant via em sua trajetória como investidor um propósito muito mais profundo do que o que ele julgava ter sido o de sua persona das quadras.

“Quando você joga basquete, o foco está sempre na vitória. Ganhar campeonatos, ganhar campeonatos, ganhar campeonatos. Mas os campeonatos vêm e vão. Haverá uma outra equipe que vai vencer a próxima competição, outro jogador que será eleito o mais valioso da temporada”, disse ele à rede CNBC em 2016. “Mas se você realmente deseja criar algo que dure gerações, você tem que ajudar a inspirar a próxima geração. E essa geração cria algo muito bom, que vai inspirar a geração seguinte. Dessa maneira, você cria algo para sempre. E isso é que é bonito.”

Entre as apostas empresariais de Bryant estava a BodyArmor, fabricante de bebidas esportivas sediada em Nova York. Em 2014, o astro desembolsou estimados US$ 6 milhões por uma fatia de cerca de 10% da empresa. Quatro anos depois, a Coca-Cola comprou uma participação na companhia. Com a transação, os 10% que Bryant tinha da empresa foram avaliados em US$ 200 milhões, ou o equivalente a mais de 30 vezes seu aporte inicial.

Outra de suas iniciativas empresariais bem-sucedidas foi a criação da produtora Granity Studios, que tem lançado livros, podcasts, filmes e programas de TV desde que abriu as portas, em 2016. Com ela, o bicampeão olímpico (2008 e 2012), cinco vezes campeão da NBA (2000, 2001, 2002, 2009 e 2010) e quarto maior cestinha da história da liga americana chegou a uma conquista impensável poucos anos antes: um Oscar. Em 2018, Bryant recebeu uma estatueta da Academia na categoria Melhor Animação em Curta Metragem por Dear Basketball, filme que é uma declaração de amor ao esporte.

É claro que a trajetória empreendedora de Kobe Bryant, com suas apostas milionárias (e bem-sucedidas) em empresas de diferentes setores, tem relação direta com a fortuna que acumulou como atleta. Em duas décadas como jogador do Los Angeles Lakers, o ídolo ganhou impressionantes US$ 680 milhões, segundo cálculos da revista Forbes. Do total, US$ 323 milhões foram recebidos como salários e US$ 357 milhões em acordos publicitários.

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