Como a Mattel, fabricante da Barbie, pretende abolir o uso de plástico até 2030

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Já faz mais de sete décadas que a Mattel tem povoado as casas de milhões de famílias e marcado a vida de milhões de crianças de todo o mundo com brinquedos que incluem a boneca Barbie, os carrinhos Hot Wheels e a linha educativa da marca Fisher-Price. Agora, aos 75 anos, completados neste mês de janeiro, a empresa embarca em uma missão que nada tem de brincadeira: a de, até 2030, substituir todo o plástico de sua linha de produção por alternativas mais sustentáveis.

Durável e muito difícil de ser quebrado (uma característica que faz toda a diferença para produtos que serão usados por um público que não pensará duas vezes em arremessá-los no chão ou batê-los na parede), o plástico parece hoje quase sinônimo da indústria de brinquedos. E, para além de bonecas, trenzinhos e instrumentos musicais, o material também é utilizado, por exemplo, nas caixas transparentes que exibem brinquedos nas prateleiras.

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A alta dependência dessa matéria-prima não impediu a Mattel de resolver substituí-la. Em vez do plástico tradicional, à base de petróleo, a empresa passará a utilizar materiais plásticos reciclados ou de fonte biológica em seus produtos e embalagens. Em alguns casos, será adotado o plástico “virgem” (que ainda não foi reutilizado), desde que o material seja reciclável.

A decisão foi anunciada no último mês de dezembro, e o primeiro resultado prático da medida chegará às lojas já nos próximos meses. Até junho, a empresa deve começar a comercializar a versão sustentável da pirâmide de argolas, um dos itens mais populares da linha da Fisher-Price. Criado em 1960, o brinquedo é indicado para crianças a partir de 6 meses de vida.

A adoção de versões recicláveis, é claro, não será a solução definitiva para a crise do lixo plástico no mundo – hoje, 91% do plástico produzido não é reciclado, como registra a National Geographic. Um avanço mais firme ocorrerá com investimentos em pesquisa para que a indústria crie alternativas ao derivado de petróleo que sejam de fato viáveis – além de biodegradáveis. Mas, até lá, o plástico reciclável é certamente um passo de evolução nesses esforços.

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