Google e Facebook têm empregos dos sonhos? Não para a geração Z

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Empresas como Google e Facebook têm aparecido com frequência em listas dos empregadores dos sonhos de muitos profissionais. Mas um grupo em particular discorda dessa visão: um número crescente de talentos da geração Z, formada por pessoas nascidas entre 1996 e 2010, quer distância das vagas em gigantes de tecnologia – e os dilemas éticos associados ao setor estão por trás dessa visão.

As polêmicas das big techs, com episódios de assédio e invasão de privacidade, fazem com que muitos jovens da geração Z com formação universitária não queiram trabalhar nessas empresas, como registra uma reportagem do jornal The New York Times. Segundo a publicação, muitos profissionais da Geração Z dizem que consideram a responsabilidade social de uma companhia ao procurar uma nova vaga de emprego e podem deixar rapidamente o cargo se empresa não atender aos seus padrões.

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Episódios recentes sustentam essa visão. Em janeiro deste ano, o Google anunciou que David Drummond, chefe da área jurídica da holding a Alphabet, acusado de assédio, deixaria o grupo. No ano passado, o Facebook, acusado de manipular incorretamente os dados de seus usuários, foi multado em quase US$ 5 bilhões pela Federal Trade Commission, agência do governo que combate fraudes corporativas.

A gigante do comércio eletrônico Amazon cancelou planos para construção de uma sede em Nova York depois que moradores, líderes sindicais e legisladores locais contestaram o fato de que a companhia poderia receber US$ 3 bilhões do estado para se estabelecer na região. A Palantir, empresa americana de software especializada em análise de big data, atraiu a ira dos estudantes de Stanford por prestar serviços à Imigração dos Estados Unidos e à Alfândega. No ano passado, o presidente de EUA, Donald Trump, propôs a construção de um muro e endureceu políticas para deter imigrantes ilegais da America Latina.

Esses e outros episódios têm levado muitos recém-formados a buscar vagas em empresas menores, mas tidas como de maior impacto social, segundo a reportagem. Para big techs, isso representa não só a perda de talentos que já estão em seus quadros, mas também dificuldade para atrair novos.

A resistência está mais evidente entre os jovens profissionais da geração Z, mas já não se restringe a eles. De acordo com uma pesquisa do Pew Research Center citada pela publicação, a parcela dos americanos que acreditam que as empresas de tecnologia têm um impacto positivo na sociedade caiu de 71% em 2015 para 50% no ano passado.

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