Aportes de recursos em startups criadas por mulheres sobem no mundo

rent the runway
Jennifer Hyman (à esq.) e Jennifer Fleiss, fundadoras da Rent the Runway

Uma boa notícia para as empreendedoras: os aportes de recursos em startups que têm ao menos uma mulher entre suas fundadoras estão em ascensão no mundo. Há dez anos, apenas 9% do financiamento destinava-se a empresas criadas por mulheres, fatia que passou a 12% em 2019, segundo um novo relatório divulgado pela Crunchbase, plataforma de informações corporativas.

O aumento de três pontos percentuais ao longo de uma década pode parecer irrisório, mas ele veio acompanhado pela multiplicação dos recursos investidos, que passaram de US$ 3 bilhões para US$ 26 bilhões. Além disso, nos últimos cinco anos, dobrou o volume de startups que têm fundadoras e conseguiram atrair investidores. Em 2019, o número chegou a 3,4 mil empresas, sendo 1,1 mil criadas exclusivamente por mulheres 2,3 mil as que têm homens e mulheres como fundadores.

Só no ano passado, 21 das startups fundadas por empreendedoras tornaram-se unicórnios – empresas iniciantes avaliadas em pelo menos US$ 1 bilhão -, número mais alto já registrado em um único ano. Somadas, as 21 conseguiram levantar US$ 3 bilhões em 2019. Nesse grupo estão nomes como a Rent the Runway, que se tornou unicórnio em março ao receber um aporte de US$ 125 milhões. Fundada por Jennifer Hyman e Jennifer Fleiss (foto), a empresa de aluguel online de roupas e acessórios tem sido chamada de “Netflix da moda”.

Sim, é fato que as startups fundadas apenas por homens ainda conseguem muito mais recursos. Estas captaram US$ 195 bilhões no ano passado (montante que considera startups de todos os tamanhos, e não apenas os unicórnios), ou seis vezes mais que os US$ 31 bilhões obtidos em 2010, de acordo com a Crunchbase.

Mas há, sim, avanços, em particular nos empreendimentos que estão em estágio inicial de operações. As integrantes do segmento que atrai o chamado investimento-semente (ou “seed money”) e que foram fundadas exclusivamente por mulheres captaram, em média, US$ 350 mil em 2010, montante que subiu para US$ 1,2 milhão no ano passado. No mesmo período, as empresas criadas apenas por homens passaram de aportes médios de US$ 650 mil para US$ 1,35 milhão. Nesse universo, como se vê, os números já estão quase empatados.

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