Exame de coronavírus criado em Curitiba deve custar R$ 130 nas farmácias

0
4
Ladeira Porto Geral, na região central de São Paulo, esvaziada por causa da quarentena que tenta conter a disseminação do coronavírus

A disparada dos registros da Covid-19 no mundo – até esta quarta-feira (25/3), há confirmação de quase 440 mil casos e 20 mil mortes – levou ao desabastecimento de itens essenciais para prevenção e combate à pandemia. Um dos itens em falta é o teste para diagnosticar a infecção respiratória causada pelo novo coronavírus, para o qual empresas de todo o mundo têm tentado criar alternativas – inclusive no Brasil.

A Hi Technologies, startup de Curitiba que se dedica a inovações na área de saúde humana, anunciou que, na segunda quinzena de abril, vai lançar o exame desenvolvido em seu minilaboratório, o Hilab. O teste, que será vendido em farmácias, faz diversos outros tipos de diagnóstico.

O exame poderá ser encontrado em todo o país, mas o foco da distribuição será em São Paulo, cidade com o maior número de casos, e Curitiba. A previsão é que o teste seja vendido por R$ 130. A empresa afirma, no entanto, que estuda meios de diminuir o custo e tornar o serviço mais acessível.

O resultado do exame deve sair em cerca de dez minutos. “O teste para a Covid-19 será realizado da mesma maneira que nossos outros exames. É um teste sorológico, ou seja, serve para identificar a presença de anticorpos no sangue”, diz Marcus Figueiredo, CEO da Hi Technologies.

Testes

A empresa está em fase de produção em escala do teste, e além da venda nas farmácias também irá comercializar o produto para empresas que tiverem interesse. “O dispositivo Hilab é aprovado pela Anvisa. O teste para a covid-19 é aprovado In house, o que significa que os processos de validação do teste são realizados de acordo com procedimentos internos da própria empresa”, explica a startup.

O Hilab é um minilaboratório de 12cm³ que realiza cerca de 15 testes, entre eles o de gravidez, glicemia, e zika. Com um furo na ponta do dedo, uma quantidade mínima de sangue é colocada na máquina, que funciona como uma espécie de “Nespresso” do exame de sangue.

Com a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) para testar o maior número de pessoas possível — com ou sem sintomas — e a falta de testes em todo o mundo para diagnosticar o coronavírus, a Anvisa começou nos últimos dias a dar aval a novos tipos de teste para a covid-19.

Foram aprovados na semana passada os primeiros testes chamados “rápidos”, que usam um tipo de tecnologia diferente da usada atualmente. Pelos menos 11 testes rápidos já foram liberados pela agência reguladora, e a modalidade também já foi admitida pelo governo.

Clique aqui e leia no Vida de Empresa histórias sobre como as companhias estão enfrentando o coronavírus.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui