Conheça robôs que ajudam a combater o coronavírus em hospitais

Máquina x corona: o robô Cloud Ginger com profissionais de saúde chineses durante as ações de combate ao coronavírus

O combate ao coronavírus é uma tarefa essencialmente humana, mas, em alguns hospitais, esse trabalho ganhou o reforço de robôs humanóides. As máquinas reduzem a exposição de médicos e enfermeiros a pessoas que contraíram a infecção respiratória Covid-19 ao assumirem tarefas de rotina, como trocar lençóis ou medir a temperatura dos pacientes.

Foi o que fez um hospital na China. Em fevereiro, a empresa de robótica CloudMinds doou 14 robôs para ajudar a equipe do hospital de campanha montado em Wuchang, na província de Hubei – a mesma onde fica Wuhan, cidade de onde o coronavírus se originou.

O Cloud Ginger, como o robô foi batizado, foi criado com características que facilitam a interação com ele, como se ele tivesse “emoções” (ainda que seu formato não seja o de uma cópia de um ser humano, mas claramente o de uma máquina). na prática, esses elementos se materializaram em um design simples, “fofos”, como os de um desenho animado, com olhos grandes e um sorriso arredondado.

Corpo de metal, abraço de tecido

A CloudMinds também usou tecido no peito e nos braços do Cloud Ginger, itens que o deixaram um pouco menos frio do que se fosse feito inteiramente de metal. Os componentes têxteis não são apenas para a aparência: eles resolvem um problema técnico de dissipação de calor e também as limitações dos movimentos do robô, em particular as das articulações de seus braços.

O Cloud Ginger também foi projetado para interagir com os pacientes de maneiras que pareçam familiares e humanas. Ele tem 34 partes móveis, que permitem simular a maneira como os humanos se movimentam quando falam – flexionando os dedos, mexendo os dedos e fazendo contato visual. Segundo registra a Fast Company, houve um cuidado especial com sua voz: a equipe de desenvolvimento concentrou-se em elementos como volume, tom e cadência de fala para que o robô se aproximasse dos padrões da fala humana.

“Robô ninja”

Também há máquinas humanóides ajudando a combater o coronavírus na Tailândia. Originalmente, os “robôs ninja“, como têm sido chamados, foram desenvolvidos para monitorar pacientes em recuperação de um acidente vascular cerebral, diz a  Medical Xpress, mas, com a pandemia causada pelo coronavírus, eles passaram a ser usados em quatro hospitais de Bangcoc e da região metropolitana da capital tailandesa. Uma de suas tarefas é a de “intermediário” do contato de médicos e enfermeiros com os pacientes: o robô permite que essas conversas ocorram por vídeo.

Há ainda drones, veículos autônomos e outros tipo de robôs sendo usados no enfrentamento do coronavírus, mas os casos dos robôs humanóides ganham especial destaque porque seu formato ajuda a fazer fluir a interação com os pacientes. Esse aspecto é igualmente importante para a recuperação dos doentes.

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