CEO do Twitter doará US$ 1 bi para financiar projetos de combate à pandemia

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Jack Dorsey, fundador e CEO do Twitter e da empresa de pagamentos Square, revelou sua decisão de doar US$ 1 bilhão (o equivalente a R$ 5,2 bilhões) de sua fortuna para financiar projetos de combate ao novo coronavírus. O anúncio foi feito nesta terça-feira (7/4) em sua conta pessoal do Twitter.

Segundo o executivo, o valor representa 28% de sua riqueza. A quantia será distribuída por meio do seu fundo de caridade Start Small LLC. “Por que agora? As necessidades são cada vez mais urgentes e quero ver o impacto disso enquanto estiver vivo”, escreveu ele.

E, para além de assegurar recursos para iniciativas para enfrentar a covid-19, infecção respiratória causada pelo vírus, o empresário e executivo disse querer estimular outros pesos-pesados do mundo dos negócios a fazer algo semelhante. “Espero inspirar outros a fazer algo semelhante. A vida é muito curta, então vamos fazer tudo o que pudermos hoje para ajudar as pessoas agora.”

Mesmo para os padrões americanos, que têm tradição em filantropia, a notícia surpreendeu pelo volume de recursos. Se Dorsey decidisse oferecer apenas 10% do que anunciou, esta já seria a maior doação feita nos Estados Unidos para combater a pandemia. Bill Gates (Microsoft), Jeff Bezos (Amazon) e Michael Dell (Dell) doaram, cada um, US$ 100 milhões.

Dorsey, de 43 anos, informou ainda que, quando a pandemia acabar, o fundo que ele acabou de criar será usado em duas frentes: saúde e educação de meninas e pessoas de baixa renda. “Acredito que essas causas representam as melhores soluções de longo prazo para os problemas existenciais que o mundo enfrenta”, disse.

O fundador do Twitter diz já ter feito outras doações de forma anônima no passado para organizações que geram impacto positivo na sociedade. Somados, esses aportes chegam a cerca de US$ 40 milhões. Dessa vez, ele achou que o melhor a fazer seria revelar publicamente a iniciativa para tentar influenciar outras pessoas.

Quem serão os empresários e executivos brasileiros a seguir o exemplo de Jack Dorsey?

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